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Woodstock: Jamais tente replicar o irreplicável; Momentos únicos, são, momentos únicos

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Quando todos os fatos e circunstâncias conspiram positivamente, quando todos os ventos ventam a favor, quando todos dão as mãos em torno de ótimos propósitos, sai da frente;

Eclode! E como Eclode! Nasce, revelam-se, manifesta-se sintetiza. Uma monumental epifania! Assim foi com Woodstock!

Tudo vinha numa crescente no correr de duas décadas, e a partir de um célebre e pacificador beijo em Times Square, no dia 14 de agosto de 1945, entre uma enfermeira de branco, e um marinheiro de azul marinho e boina branca, selando o fim da 2ª Grande Guerra e dando início a chamada guerra fria.

Todos deveriam permanecer calados e tranquilos. Paz. Uma terceira guerra daria fim ao mundo.
Durante 10 anos silêncio absoluto. No final dos 1950, algumas inquietações. Começam os 1960, um movimento aqui, outro ali, os estudantes vão para as praças, os protestos contra a Guerra do Vietnã, as perseguições racistas, o assassinato de Martin Luther King, a Primavera de Praga, as revoltas de maio, estreia do musical Hair, Massacre no México, atletas negros fecham os punhos e erguem as mãos nas Olimpíadas dos Estados Unidos e do México, Beatles e a Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club, o movimento hippie, os panteras negras… E 3 dezenas de outros acontecimentos de igual peso e relevância…

Pegando carona nessa concentração de eventos convergentes, Michael Lang, John P. Roberts, Joel Rosenman e Artie Kornfeld somam-se numa legendária e monumental aventura.

Roberts e Rosenman colocam um anúncio instigante e provocativo em dois jornais. No The New York Times, e no The Wall Street Journal. No texto: “Jovens com capital ilimitado procuram oportunidades de investimentos”.

Lang e Rosenman respondem, temos uma ideia. Um estúdio de gravação em Woodstock.

Sentam-se para conversar, a conversa vai evoluindo e crescendo, e comentando sobre tudo o que aconteceu no mundo nos últimos anos concluíram que ao invés de um estúdio para gravação, deveriam fazer uma celebração à paz e ao amor. Um grande festival de artes e música ao ar livre…

Ingressos colocados à venda em algumas lojas de discos de NYC, e através do USPOST. US$ 18 para venda antecipada, ou US$ 24, para quem quiser comprar no dia.

O equivalente hoje a US$ 100 e US$ 120. 186 mil ingressos foram vendidos antecipadamente, e o quarteto esperava no máximo 200 mil pessoas no total. Mais de meio milhão compareceram, cercas foram quebradas, a energia canalizada em milhões de jovens de todo o mundo jorrou aos borbotões e constituiu-se, assim, Woodstock, no ápice de tudo. No final de um ciclo de duas guerras, e muito medo de uma eventual e definitiva terceira.

E aí decidiu-se agora, 50 anos depois, comemorar-se o ápice de uma história que começa com a revolução industrial, passa pelo nascimento das grandes metrópoles, por duas guerras, e desemboca e alcança seu clímax na sociedade do conhecimento e numa pequena propriedade a duas horas de Nova Iorque, numa fazenda de 600 acres de terra pertencente a Max Yasgur, na pequena cidade de Bethel.

Em verdade, Woodstock não aconteceu em Woodstock. Pequena cidade originalmente escolhida para o evento que, diante das dificuldades, levaram os organizadores a desistirem do lugar e carregarem o nome junto…

Assim, não foi possível agora e 50 anos depois repetir Woodstock, mesmo que a pretexto da efeméride e a título de homenagem. As circunstâncias, razões e motivos que deram origem e eclodiram em Woodstock são impossíveis de serem replicadas. E ter a comemoração fracassado foi muito bom. Por maior que fosse o sucesso, jamais, em hipótese alguma, conseguiria traduzir o momento histórico onde se plantam as raízes do admirável mundo novo, da geração e movimento hippie, e do advento de um microchip que aconteceria 2 anos depois plantando a digisfera…

Jamais tente repetir o que as forças e os desígnios da natureza e da vida determinam. Não vai dar certo.

 

 

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