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Vício Inerente

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Todas as manifestações da natureza e dos homens carregam o tal de Vício Inerente. Pode até não se manifestar na hora prevista. Pode ser até que não consigamos perceber ou identificar. Mas está lá. Vidros quebram, raios caem, orelhas crescem o tempo todo, frutas amadurecem, mas, apodrecem, também. O vício inerente à vida é à morte. Todos somos mortais. Todos sem exceção. Pode ser que mais adiante, e em decorrência da novíssima medicina corretiva, morrer seja opcional, mas, por enquanto… Até os membros da Academia Brasileira de Letras, que se dizem imortais, morrem.

Mesmo sendo feitas para durar, empresas também nascem carregadas de vícios inerentes. E um dia não resistem, e partem. Mas até lá é preciso mantê-las vivas. E a única maneira é garantindo relevância, sob a ótica e julgamento de seus clientes, e sustentabilidade econômica. Um movimento permanentemente ascendente e equilibrado com todos os sentidos e forças.

A expressão Vício Inerente volta à tona pelo brilhante livro que virou filme – melhor ainda que o livro, sob a direção magistral de Paul Thomas Anderson, tendo no papel principal, talvez, o melhor ator da atualidade, Joaquim Phoenix – Ela, Gladiador, e agora, Coringa -. E ainda por referências ao tema no correr da história como a de Winston Churchill que um dia disse, “O vício inerente ao capitalismo é a distribuição desigual de benesse; o do socialismo é a distribuição por igual das misérias”.

Nos sessenta e cinco anos do marketing, completos no mês de novembro de 2019 – O verdadeiro Marketing nasce formalmente no Magistral Livro de Peter Drucker de 1954, Prática De Administração de Empresas  muitas outras “patologias” convivem de forma permanente com o Vício Inerente. A primeira delas, e na pré-história do marketing, produtos que não morressem jamais. E assim foi fabricada e acesa, em 1901, uma lâmpada que jamais apagou. Está na cidade de Livermore, Califórnia, e comemorou seus primeiros 110 anos de vida iluminada em 2011. Foi feita para não morrer num momento do mundo em que se acreditava que produtos deveriam durar para sempre.

Mas veio a primeira guerra, e nos acordos de paz a consciência que produtos precisavam morrer para que novos produtos fossem fabricados, empregos garantidos, e a economia girasse. E fizesse o tal do movimento ascendente e equilibrado. Nascia, naquele momento, a Obsolescência Planejada. Motivo de indignação de muitos seguramente não informados de sua necessidade essencial – garantir a sobrevivência econômica do ser humano; o emprego dos trabalhadores.

Depois da Segunda Guerra, o mundo alcança um desenvolvimento espetacular em todos os sentidos. As inovações ocupam a cena e as pessoas começaram a viver a Síndrome da Superação e param de comprar. O medo e a vergonha de comprar a última novidade de hoje que virava tranqueira no dia seguinte. De novo as indústrias se reuniram e decidiram administrar melhor as inovações criando o chamado Novo Prolongado.

E tudo seguiria o fluxo normal dos acontecimentos não fosse um pequeno detalhe. O nascimento do microchip colocando, literalmente, tudo por terra. A inovação que se limitava ao horizontal – mudança de comportamento das pessoas , ou ao vertical – inovação nos produtos, passou a colocar em risco todas as posições supostamente inabaláveis com uma espécie de inovação multidimensional. Que junta produtos e comportamentos e relê os negócios de uma forma diferente. Que contempla toda a floresta e não exclusivamente a árvore. E aí os tais negócios inabaláveis derretem como gelo. Que o digam as grandes instituições financeiras, a indústria automobilística, as cadeias comerciais e de negócios, até mesmo empresas que nasceram ontem e supostamente vencedoras como Netflix, Spotify, Airbnb, Uber, WeWork… E muitas outras mais.

Assim, e agora, todos de olho e reconhecendo que o Vício Inerente permanece vivo como nunca. O VÍCIO INERENTE A DISRUPÇÃO TECNOLÓGICA É A PERMANENTE DISRUPÇÃO. ONDE SE INCLUEM MUITAS DAS NOVAS EMPRESAS QUE DISRUPTARAM AS EMPRESAS DA VELHA ECONOMIA, E SUPOSTAMENTE IMORTAIS.

Lembrando, assim, a todos nós, empresas, produtos e pessoas, que mais cedo ou mais tarde vamos partir. É o tal do ciclo da vida. Mais ou menos como nos ensinou Vinicius sobre o amor – “que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”.

E termino com o que disse Steve Jobs aos formandos de Stanford, no dia 112 de junho de 2005, e a propósito do Vício Inerente da vida, e que é a morte… “Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que desejam ir para o céu prefeririam não morrer para fazê-lo. Mas a morte é o destino comum a todos. Ninguém conseguiu escapar a ela. E é certo que seja assim, porque a morte talvez seja a maior invenção da vida. É o agente de mudanças da vida. Remove o velho e abre caminho para o novo. Hoje, vocês são o novo, mas com o tempo envelhecerão e serão removidos. Não quero ser dramático, mas é uma verdade. O tempo de que vocês dispõem é limitado, e por isso não deveriam desperdiçá-lo vivendo a vida de outra pessoa. Não se deixem aprisionar por dogmas – isso significa viver sob os ditames do pensamento alheio. Não permitam que o ruído das outras vozes supere o sussurro de sua voz interior. E, acima de tudo, tenham a coragem de seguir seu coração e suas intuições, porque eles de alguma maneira já sabem o que vocês realmente desejam se tornar. Tudo mais é secundário…”.
É ISSO AMIGOS, VAMOS SEGUIR EM FRENTE COM CORAGEM E DETERMINAÇÃO E PRESTANDO SEMPRE TODAS AS HOMENAGENS QUE A VIDA MERECE. AS NOSSAS VIDAS.
Esse é o motivo maior do vício inerente à vida, e como nos legou Steve Jobs: “porque a morte talvez seja a maior invenção da vida…”.

 

 

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Diário de um Consultor de Empresas – 17/06/2020

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