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Vamos falar de CBD!

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CBD, ex-Confederação Brasileira de Desportos, daqui para frente Canabidiol!

Durante 55 anos a CBD – Confederação Brasileira de Desportos regulou toda a prática esportiva em nosso país, muito especialmente, pela dimensão econômica, o futebol. No dia 24 de setembro de 1979, com o fortalecimento crescente de um futebol cada vez mais a caminho dos clubes tornarem-se empresas, e por determinação da FIFA, a CBD trocou o D pelo F, e virou CBF – Confederação Brasileira de Futebol.

A CBD morreu a tempo. Caso contrário seria atropelada por uma nova CBD, o canabidiol, mais conhecido no popular como maconha. O fato é que a maconha, ou melhor, o canabidiol como business vai invadindo o mundo. Com maior ou menor intensidade, maiores ou menores permissões e proibições, o fato é que agora se conversa sobre o tema nas câmaras legislativas de todos os países, assim como nas salas de almoço das famílias. De repente as pessoas passaram a considerar a maconha um bem necessário? Definitivamente, não!

Primeiro, e referindo-se exclusivamente ao princípio ativo, descobriram tratar-se de uma fonte poderosa para a pesquisa de remédios para centenas de doenças. De outro, e por entendimento de importantes lideranças mundiais, prevaleceu a tese do mal menor. É menos grave e perigoso liberar a maconha sob regras, condições e controles, do que continuar permitindo que alimente o tráfego em todo o mundo financiando quadrilhas e gangues poderosas, e sendo uma das maiores motivações da criminalidade.

Assim, o entendimento que vai prevalecendo é uma espécie de ruim permitir a maconha, péssimo proibir a maconha. E aí, país por país, o assunto vem sendo discutido. Em alguns países, de muitos estados e regime federativo forte e consolidado, como é o caso dos Estados Unidos, cada um dos 50 estados americanos decide qual política pretende adotar em relação ao CBD – Canabidiol.

Por exemplo, em 11 estados americanos, hoje, e com muitas mudanças e discussões em processo, o uso recreativo e medicinal da maconha é permitido. Dentre todos os 11, o maior mercado, a Califórnia, com 39 milhões de habitantes. Em outros 22 estados é permitido exclusivamente o uso medicinal. E os demais neste momento decidem que caminho pretendem seguir. Nos demais países, o ritmo é semelhante. 50 países legalizaram o CBD. Sendo que no Canadá, Uruguai, África do Sul e Geórgia, liberdade total, inclusive para fins recreativos.

O assunto ganhou corpo no Brasil anos atrás quando o ex-presidente FHC – Fernando Henrique Cardoso, e encampando a tese de que somos incapazes de controlar o tráfico, é melhor regulamentar e controlar o consumo, junto com outras lideranças mundiais colocou o assunto na pauta. E desde então, ano após ano, o tema vai ganhando corpo, consistência, e a canabis vai chegando a nosso país.

No sábado, 26 de abril de 2014, 3 mil pessoas percorreram parte da Avenida Paulista, São Paulo, naquela que ficou conhecida como a Marcha da Maconha. E produziram uma manifestação no vão do MASP em defesa do canabidiol para fins medicinais. Segundo a capitã da polícia encarregada da segurança da marcha, Sheila Cunha, “nenhuma detenção e os manifestantes respeitaram à risca o combinado com a polícia”.

Corta, dezembro de 2019, a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – aprova a venda de produtos a base de CBD – canabidiol em farmácias, mas ainda veta o cultivo da planta. Segundo o NFD – New Frontier Data – o mercado inicial para os produtos derivados do CBD está estimado em R$ 4,7 bi ano. Nos Estados Unidos e após a liberação em alguns estados, encerrou o ano de 2019, totalizando US$ 113,6 bilhões.

No dia 7 de março de 2020, uma das principais e novas empresas do território, a aceleradora The Green Hub, realizou o primeiro evento de maior relevância do novo e Big Business. O “Cannabis Thinking. No Civi-co, cidade de São Paulo, no bairro de Pinheiros. Com palestras, atividades imersivas, workshops, e a conclusão do evento no final. E tendo como convidado especial, ele, Fernando Henrique Cardoso.

Ou seja, amigo, agora é pra valer. Independente de sermos contra ou a favor existe um novo e grande negócio formando-se em nosso país. E se algum de vocês tiver algum interesse em investir nesse território, o momento é agora. Na pior das hipóteses, e para os que são definitiva e radicalmente contra, o canabidiol, diferente do cigarro – tabaco – que com a adição das substâncias químicas é uma espécie de suicídio a longo prazo, cura!

Não sou a favor da maconha, jamais coloquei qualquer tipo de droga em minha boca, mas sou totalmente a favor de encarar a vida com realidade, verdade, sensibilidade e inteligência. E não fazia mais o menor sentido nosso país continuar ignorando o avanço e as conquistas mais que comprovadas do canabidiol.

 

 

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