LandmarketingMadiaMM

Um recall sem fim…

0

Um dos maiores recalls de todos os tempos ainda continuará presente no noticiário por no mínimo mais 10 anos.

O mega recall de airbags da antiga Takata, que, devido ao recall rebatizou-se para Joyson Safety.

Foram convocados, para consertar os defeitos nos airbags, e que em situações específicas corriam o risco de explodir e disparar peças de metal mortais nos motoristas e passageiros, mais de 30 milhões de automóveis em todo o mundo.

No Brasil os convocados foram em número de 5,4 milhões de diferentes marcas, sendo que apenas 2,7 milhões, até o final do ano passado, atenderam à convocação. Até hoje e em decorrência desse defeito de fabricação, registraram-se 22 mortes e mais de 200 feridos.

E o recall da Takata passou para a história, consagrando, o doloroso aprendizado, de que o açodamento nos lançamentos de produtos é injustificável e pode se tornar criminoso.

Reiterando, uma vez mais o mantra que corre pelas empresas que apressam-se em colocar produtos no mercado sem todos os testes realizados, e como é o caso monumental dos dias de hoje com o absurdo dos absurdos chamado Boeing 737 Max, o avião feito para voar mas, que cai, mantra que é, “A pressa passa e a merda fica”.

É isso amigos, a história do marketing, da administração e dos negócios coleciona – não deveria – milhares de situações onde o açodamento tomou conta da empresa, e por razões das mais estapafúrdias, decidiram-se enfiar os dois pés no acelerador, mesmo faltando muitos e muitos testes para se comprovar a verdadeira qualidade do produto.

Paraquedas feitos com fios de nylon “fakes” e que acabaram caindo depois do salto, Pílulas Anticoncepcionais de mentira e feitas de farinha que resultavam em gravidez nem previstas e muito menos desejadas, Smartphones Dobráveis que prometiam dobrar… Dobravam… e, quebravam.

Latas Precárias para envasamento de cerveja, que desprendiam o verniz interno, que misturava-se com a cerveja, produzindo uma monumental e tóxica gororoba, Smartphones que explodiam, Uísques que embranqueciam depois de poucos dias nas gondolas dos supermercados, e… Poderia passar o dia e invadir a manhã relacionando as milhares de barbaridades cometidas em nome do açodamento e da pressa.

Lembrando e repetindo, A PRESSA PASSA, A MERDA FICA.

 

 

Quer receber nossa Newsletter? Preencha o formulário abaixo:

Lições circunstanciais de Branding por um cirurgião plástico

Post anterior

As infinitas lições da resiliente Barbie

Próximo post