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Transição Exemplar

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Anos atrás, Jayme Garfinkel passou o comando da Porto Seguro para seu mais aplicado discípulo, Fabio Luchetti. E foi para o conselho da empresa. Uma história que começou quando o pai de Jayme, Abrahão Garfinkel, compra a seguradora no ano de 1972. E morre poucos anos depois, fazendo com que Jayme assumisse o comando da empresa junto com sua mãe Rosa, em 1978.

Enquanto pilotou a empresa, transformou uma pequena seguradora, a 44ª no ranking, com 500 funcionários, na quarta maior do país, com 15 mil funcionários e quase R$ 18 bilhões em receitas no ano passado. Em 2012, passou o comando executivo da empresa a Fabio Luchetti, preparado durante anos para essa missão. E, em decorrência do acordo de acionistas assinado em 2009, quando a Porto Seguro associou-se ao Itaú.

Mais adiante, 2018, quando Luchetti deixou o comando, seu substituto escolhido foi Roberto Santos, que estava na empresa desde 2004, ou seja, na Porto Seguro as sucessões são preparadas no correr de anos.

Assim, e quando todos supunham que em algum momento Bruno Garfinkel, filho de Jayme e com consistente carreira na empresa, assumisse o comando executivo, com extrema sensibilidade e discernimento, os acionistas optaram para levar Bruno diretamente para presidir o Conselho da Empresa. Fortalecendo o grupo, e fortalecendo a seguradora. Como decorrência, no último dia de maio Jayme deixou o conselho da empresa que junto com sua mãe construiu, e após a morte prematura de seu pai, e passa o bastão para seu filho Bruno.

Em entrevistas recentes, o novo comandante do Conselho da Porto, Bruno Garfinkel, manifesta alguns de seus entendimentos e crenças. Bruno antes de chegar à empresa da família, trabalhou no mercado financeiro e fez a Boston University. Diz Bruno:
– Início: Porto Seguro, Sinistros. “Abrindo os sinistros. As pessoas telefonavam e eu fazia o atendimento… ou seja, comecei pelo início e não tive facilidades…”.
– Área Comercial: “Depois de um tempo trabalhando no Rio assumi a posição de Diretor Comercial em São Paulo. Aprendi como é trabalhar com nosso principal canal de distribuição. Fiz grandes amigos e absorvi mais uma onda de aprendizados…”.
– Sinistros: “Na sequência fui cuidar da área de sinistros. Uma área que as pessoas sempre trabalham sob tensão. Onde se encontra a despesa. Em verdade é a área mais importante da empresa. O sinistro é o coração do marketing de uma companhia de seguro. É a hora que as pessoas constatam e comprovam se o que compraram valeu a pena”.

A propósito, e fazendo uma pausa nas palavras do Bruno, um dos positioning statements mais sensacionais com que cruzei nos meus 51 anos de marketing, foi o de uma seguradora que tinha com naming, o nome da cidade de onde imagino procedia, Niterói. Seu positioning statement, de alguma forma confirmando por antecipação o sentimento do Bruno, era, “A Niterói não Discute; Paga!” Mas, e voltando ao Bruno, sobre:
– Inovações: “Na gestão de Bruno muitas inovações aconteceram no território dos sinistros. Dentre outras, o aviso do sinistro on-line, a operação Renova Ecopeças – onde a própria Porto faz a reciclagem das peças de carros batidos e revende no mercado mediante certificação prévia do Detran.”

– O Maior Desafio: Depois de sinistros Bruno foi cuidar de automóveis. “Uma responsabilidade enorme. Quando você ingressa num time perdedor é mais fácil, qualquer melhoria aparece e valoriza, mas comandar a Porto Automóveis foi como pilotar a seleção brasileira…”.

E sobre porque, e antes do conselho, não assumiu a posição de CEO?
– “Depois que conseguimos alinhar tudo na área de automóveis, a Porto contava com dois diretores. Marcelo Sebastião e Fernando Milagres, fenomenais. Então cheguei para meu pai e disse que o meu trabalho na área executiva estava concluído e deveríamos promover para a posição um dos dois…”.

Assim, e de forma tranquila e sensível, a Porto Seguro finaliza mais uma transição.

A 2ª em menos de 20 anos, uma nova e importante referência para todas as demais empresas familiares.

 

 

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