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Trabalhadores informais somam 7 milhões no grupo de risco do coronavírus

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Em meio à crise provocada pelo coronavírus, cerca de sete milhões de brasileiros fazem parte de um grupo de risco. Entre esses trabalhadores, atuam como autônomos; no âmbito da saúde, tinham doenças crônicas, que aumentam os riscos em caso de infecção.
O número estimado  foi informado pelo IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde), que tem entre seus fundadores o economista e ex-presidente do Banco Central, Arminio Fraga.
“Os resultados mostram que essa sobreposição existe e é grande. Sete milhões de pessoas é mais do que a população atual da Dinamarca [5,8 milhões]”, diz o economista Rudi Rocha, diretor do IEPS.

O grupo de trabalhadores informais no Brasil representa 4% da população economicamente ativa do país (com idade igual ou superior a 18 anos).
Ainda segundo a pesquisa, nos últimos anos, na esteira da recessão, seguida de lenta recuperação, o número de brasileiros atuando na informalidade aumentou bastante.

Grupo de risco

Mais da metade dos 7 milhões de autônomos portadores de doenças crônicas possuíam só o ensino fundamental e seu rendimento mensal com o trabalho (em valores atualizados de 2019) era de R$ 1.713.
As enfermidades consideradas na análise foram hipertensão, diabetes, insuficiência renal e doenças no pulmão.

A vulnerabilidade socioeconômica do grupo ainda é reforçada pelo fato de que apenas 22% dessas pessoas possuíam plano de saúde.
A grande sobreposição entre vulnerabilidade em saúde e no mercado de trabalho demanda, segundo especialistas, que o governo tome medidas voltadas especificamente para proteger esse grupo na crise.
Evidências mostram que o coronavírus é muito mais letal entre idosos e portadores de doenças crônicas.

Embora o governo tenha falado sobre a necessidade de proteger esses grupos, especialistas sentem falta de medidas efetivas nessa direção. “A largada no anúncio de medidas só contemplava o setor formal”, diz o economista Rudi Rocha, diretor do IEPS.

Tony Volpon, economista-chefe do UBS afirma  que a magnitude da crise requer, além de rapidez, criatividade e planejamento. “Para muitos desses trabalhadores informais e pequenas empresas, daqui a um mês será tarde demais”, conclui.

 

 

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