Tim Desculpability

Por uma série e sequência de erros, vacilos, idas, vindas, voltas, mudanças, e tudo o mais, a Tim perdeu-se muito mais em suas próprias confusões internas, resgatando o pior do Italian Management de péssima qualidade, do que por todas as mudanças que ocorreram em seu mercado de atuação e que foram, são e continuarão sendo muitas.

Recentemente, e depois de um longo silêncio durante seus dois primeiros anos no comando, Stefano de Angelis, que anos antes já cuidara da gestão das finanças da empresa em nosso país, concedeu entrevista à revista Exame, e onde comentou sobre tudo que se especula sobre a possível aquisição da Oi por sua empresa. Mas, antes de falar da Oi, de forma corajosa e verdadeira, escancarou o maior problema e desafio de sua empresa.

Disse, confessando, e com indisfarçável emoção, que: “Numa empresa com 9.000 funcionários espalhados pelo Brasil, é preciso, primeiro, juntar os gerentes para apresentar o novo plano e começar a mudar a forma de trabalhar. Quando eu cheguei havia muitos conflitos internos e o clima estava longe do ideal…”.

Em meu entendimento e definição, eu, Madia, uma empresa devastada pelas tais de doenças autoimunes. Onde os que foram contratados para lutar pela empresa, ou por falta de orientação, ou por incompetência, ignorância e até mesmo desonestidade, preocupavam-se infinitamente mais com seus próprios interesses do que com os da empresa.

Mas, e voltando ao Stefano de Angelis: “Para nós, o pilar mais importante de uma companhia é o Accountability, o sentido de dono que todos têm que ter. Até distribuímos um livro para todos os funcionários, chamado de Desculpability, justamente porque todos se valiam de uma estrutura complexa para empurrar o problema para os outros… Ninguém assumia…”.

Agora, e sobre a possível compra da Oi, disse: “Temos um plano relevante de investimentos que abrange 100% de nossa atenção. Não precisamos de uma fusão. Mas uma integração com a Oi poderia fazer sentido. É uma grande empresa móvel e uma grande empresa fixa com operação móvel… Continuamos acompanhando a evolução da Oi…”.

Saindo ou não o negócio entre Oi e Tim, é pouco provável que um novo player ingresse nesse negócio.

A telefonia em nosso país deverá ficar restrita a três grandes empresas.

No plano das intenções e comportamento, uma evolução sensível no comportamento da Tim. Mas nada que garanta qualquer ambição maior do que continuar ostentando um distante 3º lugar.

Ou poderemos ter surpresas… Pouco provável.

MML – FRANCISCO MADIA, especial para o MMM.

 

 

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