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Spotify, o declínio

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Poucos aplicativos da chamada nova economia mexeram tanto com o coração das pessoas que adoram música – quase todas – do que o Spotify. Finalmente, por módicos R$ 10 ou R$ 20 por mês, a possibilidade de se ter a quase totalidade das gravações de músicas já realizadas até hoje. Milhões de músicas.

Nos antecedentes de um Spotify existiam os tocadores de mp3 e o pioneiro iPOD. Onde poderíamos ter uma quantidade limitada de música pagando individualmente a cada música baixada.

De repente, não mais que de repente, não precisávamos baixar o que quer que fosse. Apenas assinar o Spotify e ir selecionando e organizando as trilhas sonoras de nossas vidas. De repente, não mais que de repente, centenas de metros quadrados de espaços, móveis, milhões de discos, cds, músicas, e tudo mais, num simples toque do smartphone.

As pessoas aderiram ao Spotify de forma natural e apaixonada. Mas, e mesmo assim, o Spotify jamais deu lucro. Precisaria chegar a 400 milhões de assinantes para suportar os royalties que tem que pagar a gravadoras e editoras detentoras dos direitos, e jamais se aproximou de 200 milhões de assinantes em sua versão paga.

Os números atualizados revelam 248 milhões de usuários e 113 milhões de assinantes pagos. Agora, consciente que esse caminho original não levará a canto algum que não seja a inviabilidade econômica total, tenta descobrir novas formas de monetização. E hoje se diz preparado para ser um importante player no território dos podcasts.

Mia Nygren, diretora do Spotify para a América Latina vem concedendo sucessivas entrevistas onde afirma que, “Estamos vivendo a segunda era do áudio falado,… o podcast vive a era de ouro, a das grandes audiências…”.

Infelizmente, não. O número de concorrentes em podcast é monumental. E o negócio não passa de um simples derivativo, insere-se na chamada cauda longa, e não vai resolver a vida de quem quer que seja.

Assim, e com todo o respeito pela alegria e prazer que nos deu, muito obrigado Spotify, mas, ou se reinventa de verdade e de forma relevante, ou caminha inexoravelmente em direção ao recém-inaugurado Cemitério dos Unicórnios.

 

 

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