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Singu, ou, Natura ampliando o espectro

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Sem grandes e maiores repercussões, a Natura realizou um primeiro investimento na startup Singu. Um primeiro pé que a Natura coloca no território da prestação de serviços de beleza. Sinalizando que considera converter parcela expressiva de suas consultoras, também, em profissionais de depilação, escova, massagem, manicure e pedicuro. Tipo, dar uma geral nos clientes, e aproveita o tempo e a permanência para vender cremes, perfumes, sabonetes, desodorantes…

Converte uma venda convencional, no passado quase que e apenas uma visita que uma amiga consultora de beleza fazia a uma amiga dona de casa, muitas vezes a única visita que aquela mulher dona de casa recebia no correr de um mês, onde conversavam durante 20, 30 minutos, e vendia dois ou três produtos de beleza… Em visita de prestação de serviços, onde seguem conversando os mesmos 20 a 30 minutos enquanto a consultora trabalha nas mãos, cabelos, pés, aumentam o ticket e o que ganha para si, e com o direcionamento da conversa aumenta a quantidade, também, dos produtos de beleza e cuidados para o corpo que vende.

É isso. Essa é a hipótese. Com uma possibilidade superior a 80% de dar certo. A Singu é o segundo grande negócio de um empreendedor de coração e alma, o mineiro do interior do Estado, Tallis Gomes. Que desde os 14 anos deixou bem claro a que veio ao mundo. Aos 14 anos vendia celulares. E em sua cabeça prevalece o mantra, “No mundo dos negócios só existem duas possibilidades: ou você sabe vender, ou você trabalha para quem sabe”. E vender é o que Tallis mais sabe fazer, claro, além de outras competências.

Começou estudando publicidade no Brasil e África do Sul, mas rapidamente colocou os livros de lado para empreender. Segundo Tallis, levou 10 anos para fazer sucesso do dia para a noite. Começou aos 14, mas só aos 24 a vida começou a sorrir em sua direção. E para colocar em pé seu primeiro negócio de sucesso, com mais dois sócios, o Easy Taxi, conta Tallis, “Passei meses comendo miojo porque o dinheiro acabou… No final do ano, senti vergonha de pedir dinheiro para a passagem e para celebrarmos, juntos, em família, o Natal…”.

No ano de 2012, a Easy Taxi recebeu um primeiro aporte de R$ 10 milhões, e decolou em direção a 35 países. Totalizou mais de R$ 85 milhões em sucessivos aportes. Em 2014, Tallis deixou a empresa que fundou. Em 2017, Tallis lançou o livro Nada Easy, contando toda a sua primeira e grande aventura empresarial. Até hoje não foi revelado o valor da venda do Easy Taxi para a Cabify.

E agora, a Singu de Tallis tem a Natura como sócia. A Natura aportou os primeiros R$ 10 milhões e garantiu o direito de ter a primeira opção de compra no futuro.

Portanto, e a partir de agora, a Natura fecha o ciclo. Começou vendendo para as donas de casa, à semelhança da Avon, que hoje pertence a Natura em alguns países e regiões do mundo, no tempo em que a quase totalidade das mulheres permanecia em suas casas respondendo pelos tais de afazeres domésticos e cuidando dos filhos. As vendedoras da Natura e da Avon, via de regra, eram as melhores amigas das mulheres brasileiras.

Agora essas mesmas vendedoras, ou melhor, consultoras de beleza, além de continuarem a vender os produtos, cuidam dos cabelos, mãos e pés. De certa forma o que testemunhamos com a chegada do Uber com o derretimento do negócio de táxis, provavelmente começaremos a assistir com a decadência e redução substancial dos chamados salões de beleza.

Agora, e com os dois pés que a Natura coloca na Singu, ingressamos de forma decidida, consistente e devastadora, na época do home beauty.

Home office, home beauty, home mais e muitos outros serviços que outras empresas decidirem prestar…

 

 

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