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Shopping Centers Mais 3 Shopping Centers no Brasil. Agora 503. Para quê? Ou, novinhos, enrugados…

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No dia 28 de agosto do ano passado, portanto, há quase um ano, em muitos jornais pelo mundo, a história de Yernar Alibekov, uma criança de apenas 6 anos de idade, com uma doença rara, que o faz ter um rosto correspondente a um idoso de mais de 80 anos, e com a aparência de quem sofreu a vida toda trabalhando na terra, como diz a notícia. Ou na roça, como se dizia no passado, e como se diz, também, no presente…

Trata-se da Síndrome de Ehlers-Danlos, que deixa a pele flácida por absoluta deficiência de colágeno. Mais ou menos parecido com o filme The Curious Case of Benjamin Button, filme americano de 2008, protagonizado por Brad Pitt e Cate Blanchett… Um homem, Benjamin, que nasce velho, e com o passar dos anos, vai rejuvenescendo.

Semanas atrás a abertura de mais 3 novos shopping centers no Brasil.

O Parque da Cidade, na Marginal Pinheiros em São Paulo, o Shopping Só Marcas, em Guarulhos, e o Jockey Plaza em Curitiba.

Shoppings Benjamin Button. Nasceram velhos e superados, ainda que novinhos em folha e cheirando a tinta. Todos os 3, planejados, projetados e desenvolvidos antes das crises. Crise conjuntural, ou, Tsunami Dilma.

Crise Estrutural, onde menos é mais, onde próximo e perto é melhor, onde small is beautiful and better.

E ainda a decorrente Crise Comportamental, pessoas optando por estabelecimentos menores e mais próximos, ou, por compras através do ambiente digital. E a migração acelerando-se dos tempos de comprar para ter, para o alugar, dispor, usar, e, devolver. Mais a crise que vem esvaziando as praças de alimentação diante da multiplicação dos aplicativos de delivery, e das empresas caseiras e fornecedoras de marmitas. Agravado pelo abandono dos cinemas em anexo as praças de alimentação, pela invasão da Netflix, e suas irmãs Amazon Prime, Appletv Plus, Disney, Globoplay…

E assim, os novos nascem velhos. A síndrome de Benjamin Button rondando todos os negócios. Nunca antes na história da humanidade, por defasagem crônica e insuperável entre o momento da concepção e o momento da realização, e o momento da inauguração, a Síndrome de Benjamin Button se fez tão presente.

Em verdade, estamos rodeados de e por Benjamins Buttons. Em tudo e quase todos. Repare bem, não é apenas nas coisas supostamente novas e chegando ao mercado agora. Alguns de nossos amigos também pararam no tempo e mergulharam em processo de envelhecimento acelerado precocemente. Desistiram, jogaram a toalha. A cada dia que passa fica mais difícil ter-se o que conversar com eles.

Assim, semanas atrás, com espaços sobrando e avisos anunciando novos lojistas brevemente, 3 novos shopping centers abriram suas portas. Envelhecidos. Desde então seus dirigentes e minguados lojistas concentram-se em reuniões na tentativa de diminuir o tamanho do fracasso. Acontece. Iniciativas que demandam de 5 a 10 anos entre o planejamento e a decolagem correm, sempre, elevado risco.

Problema semelhante ao que enfrentam hoje dezenas de incorporadoras que lançaram edifícios corporativos há 6, 8 anos atrás, e hoje não tem uma única, nós dissemos uma única empresa interessada em habitá-los. No caso dos shoppings, muito especialmente desde a virada do milênio, com o advento do digital, e com a aceleração no fator tempo.

E ainda, existem muitos shopping centers quase prontos tentando atenuar o desconforto emocional, e a crise econômica, de parcela expressiva dos espaços aguardando por locadores. Em alguns casos, mais que espaços, o shopping todo vazio… Futuras hortas ou pomares urbanos, ou, o que a imaginação de seus empreendedores for capaz de criar no inevitável processo de reinvenção.

Não vai ser fácil.

 

 

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