Ser Marketplace. Mais que uma opção e/ou alternativa, uma escolha definitiva e exclusiva

Mais ou menos assim. Ou você é loja, ou você é Marketplace. Quase uma impossibilidade absoluta ser e fazer bem as duas coisas. Ser loja e ser também, e simultaneamente, um Marketplace.

Todas as movimentações dos últimos 20 anos remetem a essa conclusão. Ou você converte-se num mega shopping center virtual, atrai as pessoas, e possibilita às dezenas ou centenas de milhares de lojistas que vendam, ou você é uma loja e ponto. E faz a operação toda.

Os mais importantes Marketplaces brasileiros caminham de forma inexorável nessa direção. Abrindo mão ou deixando de venderem, também. Muito especialmente a partir da chegada da Amazon, e mais especialmente de dois meses para cá, quando deu início a sua segunda etapa e passou a vender para outras empresas, além de livros.

Neste exato momento, o Walmart integra em nosso país, as duas operações – a analógica e a digital. E parte em direção a converter-se num Market Place híbrido. Na definição de seu CEO no Brasil, Flávio Cotini:

“No Marketplace oferece-se o serviço de hospedagem dos sites dos lojistas que se encarregam de realizar as vendas e as entregas. E o Marketplace ganha uma comissão sobre as vendas”.

É assim, mas não é só assim. Em meu entendimento e por tudo o que tenho observado nos diferentes países, existem diferentes tipos de atuação dos Marketplaces.

Política semelhante foi adotada pela B2W no início deste ano e os demais marketplaces seguem semelhante direção. O código é especialização.

Quem atrai não vende e quem transfere ou compra os serviços e a responsabilidade pela atração esmera-se exclusivamente em vender com qualidade. Mas o assunto é polêmico.

Ainda vivemos e depois de 20 anos em nosso país, com o nascimento, vida e morte do Amelia com pouco mais de um ano de existência, quase um natimorto e desde então, um longo período de experimentação e ajustes.

E tudo o que concluo hoje, referenciando-me na experiência mundial, é que existirão, no mínimo, 5 tipos diferentes de Marketplaces.

Os que apenas encarregam-se de promover e atrair compradores para seus lojistas. O formato mais simples, tipo Mercado Livre, e os que, no outro extremo fazem tudo. Atraem, vendem, cobram, entregam.

E as lojas clientes esmeram-se na procura e seleção de produtos e serviços, e, no depois, no desenvolvimento do relacionamento. É onde imagino que um dia todos acabaram se posicionando, com poucas exceções.

E finalmente, chegaremos ao modelo de Marketplace de verdade. E Colhendo todos os frutos da especialização.

Marketplaces que promovem, atraem, e deixam a bola pingando para os lojistas que selecionam e expõem os produtos, voltando à responsabilidade para os Marketplaces que concretizam a venda, e providenciam a entrega, a cobrança, e a logística reversa – leia-se, devolução – se for necessário.

Mas ainda estamos caminhando nessa direção. E os formatos definitivos e prevalecentes devem revelar-se maduros a partir da virada da década, 2020. Até lá muito ruído e confusões pelo caminho.

FRANCISCO MADIA, ESPECIAL PARA O MMM.

 

 

 

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