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Semana de quatro dias

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Brevemente, muito brevemente, com exceção de raríssimas profissões e atividades, estará institucionalizada, na maioria dos países do mundo, a semana de quatro dias.

Em paralelo ao aprendizado de se trabalhar a distância, a economizar tempo por não ter que ir e vir ao trabalho, a constatação que 4 dias são mais que suficientes para as atividades de rotina no trabalho.

O mesmo acontecerá com as escolas, com as poucas que não migrarem 80% ou 100% para o ensino a distância. Onde, e mais adiante, com exceção de algumas necessidades pontuais e específicas, cada um define o horário em que realizará seus estudos. Especificamente nos Estados Unidos, a exceção de escolas com 4 dias de aula e 3 de descanso originou-se da necessidade das populações rurais e que moravam a grande distância dos locais de ensino.

Assim, e de forma excepcional, nos anos 1930 as primeiras manifestações naquele país e nessa direção. No final de 2018, em 550 distritos educacionais dos Estados Unidos, a semana de 4 dias para os estudos já era uma realidade. E avança de forma acelerada. 400 mil alunos e 2 mil escolas aboliram a sexta feira. A semana vai de segunda a quinta.

De qualquer forma, e considerando-se que não existe ainda uma metodologia oficial para aferir esses dados, a maioria dos especialistas acredita que esse número já é, no mínimo, o dobro. Ou seja, totalizando ou próximo do 1º milhão de alunos e 4 mil escolas.

Primeiras avaliações da tal semana de quatro dias de aula. O desempenho e aproveitamento dos alunos melhoraram. Assim como o dos professores que chegavam na sexta caindo pelas tabelas. Portanto, 4 é maior e melhor que 5, em termos de rendimento e em todos os sentidos.

No 5º dia, ao invés da curva do aprendizado continuar crescendo, literalmente, despenca. Tipo copo cheio até a boca e que qualquer gota a mais só vai fazer derramar… Não apenas porque a atenção nas sextas caia e em muito, como muitos acabavam faltando e matando aulas e optando por outras atividades. As famílias, em sua grande maioria apoiam a semana de quatro dias. Poderão ficar um dia as mais próximas de seus filhos, e ainda contornarão melhor as dificuldades de filhos que estudam em escolas distantes, mas não necessariamente longínquas…

E no Brasil? Queiram ou não queiram as autoridades do ensino, a adoção da semana de quatro dias é inevitável. Só não discutimos mais o tema neste momento porque, e em decorrência da crise econômica, tudo o que queremos é conseguir trazer os alunos de volta às escolas, onde as vagas e vazios multiplicam-se.

Mas, e com a economia retomando a trajetória de crescimento, o tema muito rapidamente passará a ocupar as prioridades de todos os envolvidos no negócio do ensino em nosso país. E teremos, finalmente, a semana de quatro dias! Por mais absurdo e maluco e tolo que possa parecer, quatro é maior e melhor que 5. Ou não.

 

 

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