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Sacoleiros do digital, ou, o ritmo da mudança

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Os sacoleiros de roupas foram um dos últimos a aderir à compra pela internet. Mas, e finalmente, o fio virou. Compram mais a distância do que presencialmente.

Os principais polos atacadistas de roupas, gradativamente, foram se posicionando na internet, muito especialmente nos últimos seis anos.

Hoje, totalmente organizados, funcionam como se fossem market places de atacado. E esses market places tem características regionais. Cada um dos polos atacadistas tem seu market place principal.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, existe o atacado.com que, por sua importância, acaba prestando serviços para fabricantes de todo o país. Já o atacado.moda é sediado em Caruaru e reúne  fabricantes do polo atacadista do Recife. Especificamente para os atacadistas do Brás, existe o Giro no Bras. Em Porto Alegre, o Klim.

Em matéria recente da Folha o “case” de um atacadista, Nivaldo Biro, 69 anos. Nivaldo deu o seguinte depoimento à Folha.

“Vendo na internet há quase 20 anos por insistência dos meus filhos. Eles me diziam que com a maior concorrência e o encurtamento das margens os lojistas não conseguiriam mais vir todas as semanas a São Paulo para as compras. E, muito rapidamente, aprenderiam e adotariam a compra a distância. Resisti bastante no início e fui contra. Eles estavam certos. Hoje 60% de minhas vendas são realizadas pela internet e a distância, e tudo isso mudou especialmente nos últimos 6 anos. Mas a prática de 20 anos foi essencial para nosso sucesso…”.

Antes da internet os clientes vinham às compras todas as semanas. Depois, e com a internet, a cada 15 dias. Hoje, no máximo, há cada três meses.

Mudou e não volta mais. Dependendo de seu território de atuação, das características de seu negócio, vender pela internet pode ser vital, pode ser complementar, ou apenas preparar para uma compra presencial, e, depois de realizada a compra, funcionar como estímulo, relacionamento e engatilhar a próxima compra presencial ou no analógico.

Mas, e depois de 20 anos, qualquer atividade que seja, e independente de supostas e eventuais aderências ao comércio eletrônico, não existe a menor possibilidade de sua empresa preservar o que conquistou até agora, se não tiver uma presença não apenas institucional, mas, comercialmente mesmo e relevante, digna e eficaz no digital.

Muito brevemente, talvez amanhã, poucas serão as pessoas que se sentirão à vontade, confiantes e seguras em manterem negócios e relacionamentos com empresas profissionais que não se encontrem acessíveis e a poucos cliques de distância.

Ainda que seu negócio seja às margens das grandes avenidas e ruas do comércio, e seus clientes sejam sacoleiros.

 

 

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