Perdidos na WWW

No ambiente físico, são cinco oceanos no Mundo que, juntos, representam 1,3 bilhão de quilômetros cúbicos de água, 71% da superfície da Terra; mais da metade têm profundidade superior a 3 mil metros. Conhecemos, aproximadamente, 250 mil espécies marinhas de um Universo total estimados em 1 bilhão de seres, ou seja, 3% do total.

No ambiente digital, diferente do físico, temos três grandes oceanos conhecidos e acessíveis – Google, Bing e Yahoo – e outro chamado Deep Web, que só é acessível com browsers especiais como o Tor. Juntos, constituem o que chamamos de Big Data.

As três ferramentas de busca “enxergam”, ou indexam, aproximadamente 4,76 bilhões de páginas. Se formos analisar apenas a maior delas – o Google –, estamos falando em, aproximadamente, 200 terabytes indexados, o que representa apenas 0,004% do total da internet.

Ou seja, se no ambiente físico conhecemos míseros 3% do oceano, no digital mergulhamos em apenas 0,004% da Big Data.

E aí surgem questões existenciais como: onde procurar? Em quem confiar? Como faço para encontrar as coisas que realmente estou procurando? Porque as playlists padrão do Spotify são tão ruins?

Enquanto os mega computadores de Inteligência Artificial ─ como o Watson da IBM e o DWave do Google e da NASA ─ evoluem, continuamos reféns dos algoritmos padrão. E, salvo provem o contrário, continuaremos assim por algum tempo; isso se realmente delegarmos tudo para esses bots, o que é pouco provável (falo por mim). Sou da época em que confiança era física e não digital.

Então, qual a solução? CURADORIA!

O curador é a pessoa encarregada por cuidar de interesses e bens de terceiros, organizando-os e, eventualmente, promovendo-os. O ato de “curar” está relacionado com o zelo, cuidado e atenção com alguma coisa. O conceito de curadoria abrange um extenso campo de atividades, desde o artístico-cultural até as perspectivas comerciais.

Etimologicamente, a palavra curadoria tem origem do latim “curator”, que quer dizer “aquele que administra”, “aquele que tem cuidado e apreço”.

Quando olhamos para o ambiente digital, a figura do curador nunca foi tão importante, inclusive já é uma profissão. Somos absolutamente carentes de fontes conhecidas, confiáveis, sinérgicas e de qualidade, pois se afogar nos 200 TB do Google, estatisticamente é muito mais fácil do que nos cinco oceanos juntos.

Se de um lado temos milhões de pessoas produzindo conteúdo e do outro bilhões de pessoas consumindo, quem vai nos guiar em busca do cálice sagrado ou da arca perdida?

Foi justamente pensando nisso que lançamos o Portal Inteligemcia há 6 anos. Ser um curador e produtor de conteúdo de qualidade dentro do território que dominamos: o Marketing.

Pensando em empreender no digital? Não desconsidere a curadoria.

Ah, em relação ao Spotify, faço minhas próprias playlists. Se quiser, dá uma olhada lá e, se puder, compartilhe as suas com os amigos do Inteligemcia, pois viver de “Chá com a Rainha” para mim não dá.

Abaixo um vídeo bacanudo falando sobre o tema desse post.

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