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Pat Brown

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O inimigo número 1 dos pecuaristas e de toda a cadeia da carne. Ou, e no mínimo, um dos maiores é, Pat Brown. Se décadas atrás essas manifestações causavam risos, hoje incomodam profundamente os grandes players da mega cadeia da carne.

O herói do decantado resgate, a que ele se propõe, das terras do planeta terra, eliminando até 2035 a carne animal da cadeia alimentar, e restaurando a cobertura original e vegetal da terra chama-se Pat Brown.

Que não só não é maluco, como acumula sucessos, e vem merecendo apoio de grandes investidores e apoiadores, como, por exemplo, Bill e Melinda Gates.

Patrick O´Reilly Brown – Pat Brown – nasceu no dia 23 de setembro de 1954, na capital dos Estados Unidos, Washington.

Fez a Universidade de Chicago, é bioquímico, e conseguiu seu PhD sob a orientação de Nicholas Cozzarellil tendo como tema principal o estudo do DNA. Em sua trajetória acadêmica produziu estudos de comprovado sucesso e mais que merecido reconhecimento e no ano de 2009 fez um sabático de 18 meses no final do qual definiu qual seria seu legado: mudar a alimentação tóxica e devastadora do mundo. Assim, e no mês de julho de 2016, fundou a empresa Impossible Foods, que tem como carro chefe o Impossible Burger, ganhando projeção e ocupando espaço nos últimos 2 anos.

O caminho de Pat Brown e seus pensamentos:

– Nada é tão dramaticamente prejudicial à humanidade do que a atividade pecuária…
– A pecuária é responsável pelo efeito estufa, provocado pela emissão de gases dos animais…
– Se os seres humanos não eliminarem o consumo da carne e produtos lácteos caminham todos e inexoravelmente para um desastre ecológico de proporções monumentais…
– De nada adianta defender essa causa se não formos capazes de oferecer uma alternativa… Proteínas alternativas e saborosas… Diz ele, “se conseguirmos descobrir o que torna a carne irresistível para a maioria das pessoas, poderemos salvar o planeta da catástrofe ambiental…”.

Esses uns dos muitos e dentre outros pensamentos de Pat.

E assim, e com um grupo de cientistas e pesquisadores – bioquímicos moleculares, químicos e pesquisadores de dados, criou a carne vegetal a partir do desenvolvimento e conquista de uma nova molécula. Agora, e depois de muita pesquisa e investimentos, a Impossible Foods descobriu a Heme, uma molécula de proteína que contém ferro presente tanto nas plantas como nos animais. Segundo a empresa, “trata-se do ingrediente mágico que dá a carne seu sabor, textura e aroma”.

Há dois anos, 2016, a primeira versão do hambúrguer da Impossible Foods foi lançada. A base de proteínas de trigo e batata, óleo de coco e o ingrediente mágico, Heme – reunindo a aparência, o sabor, o cheiro e até o chiado ao ser preparado como se fosse um hambúrguer de carne. Naquele momento, e segundo comentários que vazaram, a empresa teria recusado uma oferta de centenas de milhões de dólares do Google.

Agora, no início deste ano, uma nova versão do Impossible Hambúrguer começa a chegar ao mercado. Sai o trigo, entra a soja, e diminui-se a quantidade de sal. Primeiro grande parceiro e que vai levar adiante o projeto, adivinhem quem… Isso mesmo, o Burger King. Os testes começam agora na capital do churrasco e da carne nos Estados Unidos, St Louis, Missouri.

Hoje, com os passos já percorridos, e com as primeiras rodadas de capitalização, a empresa está avaliada em mais de US$ 1 bi.

Recentemente, conseguiu o reconhecimento pelo FDA – Food And Drug Administration – de que a molécula Heme é segura. E assim, agora entra em campo para valer. Despertando a atenção dos principais players de alimentação de todo o mundo.

Pergunta. Estaríamos diante da mais radical mudança de comportamento e hábitos da civilização no tocante a alimentação? Claro, o tempo dirá, mas, nunca se avançou tanto numa nova direção. O tempo comprovará se a Impossible Foods era uma impossibilidade absoluta e definitiva, ou se uma auspiciosa, redentora e regeneradora solução.

Não tenho a mais pálida ideia se Pat O. Brown será bem-sucedido em sua missão, mas, e por outro lado, não tenho a menor dúvida em afirmar que nunca mais a alimentação dos seres humanos será a mesma, ainda que, e por séculos, a espécie humana continue se alimentando de outras espécies animais. Ainda que de forma mais comedida, moderada, e, consciente.

Por tudo o que já alcançou até agora Pat O. Brown credencia-se perante a história por ser uma das pessoas e cientista que mais contribuiu para que todos nós refletíssemos sobre nossos hábitos alimentares.

Certos ou errados, os que escolhemos intuitiva e naturalmente; hábitos esses que nos trouxeram até aqui.

 

 

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Carteiro, profissão de alto risco

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