LandmarketingMadiaMM

Os cosplayers estão invadindo as cidades, o mundo e a vida

0

No fundo, bem no fundo, não necessariamente tão fundo, todos nós temos um pouco de Cosplay. Cosplay, abreviatura de Play, representar, um COS – uma personagem devidamente fantasiada a caráter – COS de costume, roupagem, fantasia. E de 20 anos para cá, os sobreviventes dos bailes de fantasia do Carnaval brasileiro e de outras manifestações semelhantes pelo mundo, ganharam as ruas, rebatizados. E iniciou-se a invasão de Cosplays.

No início de dezembro, realizou-se mais uma etapa de um dos eventos mais bem-sucedidos do Live Marketing do país. A Comic-Con. Onde desfilam felizes, empolgados, comprometidos, milhares de cosplayers. Depois de 6 anos, converteu-se no maior evento do gênero em todo o mundo, superando a original, a Comic-Con de San Diego. Todos os ingressos vendidos antes dos 4 dias do evento. E a cidade mais que alegre pelo universo de Cosplayers que ocupavam ônibus e estações do metrô alegrando a cidade. Já para este ano uma mega interrogação… Nada definido, mas, provavelmente não vai acontecer.

Cansadas de tentarem interpretar suas próprias personagens, sem sucesso, teriam as pessoas decidido fantasiarem-se e interpretarem o sonho das personagens de sucesso de todos os matizes: do bem, do mal, da sorte, da desgraça, da corrupção, do medo… E por aí vai. É uma pergunta que só encontrará sua verdadeira resposta um pouco mais adiante, quando a poeira do furacão tecnológico começar a assentar-se. Se é que um dia isso vai acontecer.

De qualquer maneira, e diante da crise, um hábito presente em Times Square, NYC, gradativamente vai tomando conta da paisagem brasileira. Cosplayers, na falta de outras alternativas, fantasiando-se todos os dias e exibindo pelas praças, metrôs, trens e outros cantos das principais cidades brasileiras, na tentativa de descolarem algum dinheiro. No dia 29 de julho de 2014, em manchete em milhares de plataformas de comunicação pelo mundo, anunciava a Prisão do Homem Aranha em Times Square…

Naquele momento, portanto mais de 5 anos atrás, Time Square já era invadida, todos os dias, por Cosplayers colocando-se a disposição dos 50 milhões de turistas que cruzam aquela praça todos os anos e muitas vezes no correr de um viagem, para fotos de recordação com os neons ao fundo, e por alguns trocados. Às vezes, não tão trocados assim, dependendo da atratividade do COS, vestido e protagonizado pelo Cosplayer.

Dizia a notícia, “Uma profusão de Elmos, Woodys, do Toy Store e dezenas de outros super-heróis, invade todos os dias a já caótica Times Square. Vendem sua participação em fotos por uma nota de US$ 5. No sábado, dia 26 de julho de 2014, um policial tentou impedir que um casal fosse ludibriado por um dos Cosplayers em Times Square. O Homem Aranha não aceitou uma nota de 1 dólar e exigia 5. E o policial lembrou que cada um dá o que quer, e se quiser dar… O Homem Aranha disse para o policial Fock Yourself… Em verdade, o Homem Aranha era Junior Bishop, 25 anos, morador do Brooklyn, que, por estar sem documentos, recebeu voz de prisão. O policial Molina prendeu o Homem Aranha, Junior Bishop… O Homem Aranha enfureceu-se e saiu com o policial na porrada. Conclusão, muitos e mais dias atrás das grades…

Além do monumental sucesso da Comic-Con versão brasileira, os Cosplayers também invadiram as ruas de algumas das principais cidades brasileiras, como é o caso do Rio De Janeiro. Em matéria de O Globo do domingo, 15 de dezembro de 2019, a informação que os “Super-Herois, Cosplayers, invadem as ruas da cidade com muito humor…”. E conta a história de vários artistas que se Cosplaying todos os dias, na tentativa de ganhar o abençoado pão.

Assim como os de Times Square desde o início desta década, os do Rio ocupam trens, praças e outros locais públicos em busca de sustento. Na matéria e dentre muitas histórias, a de Thiago Reis, 32 anos, e Lucas Rafael, 25. Que além de bombarem ao vivo nos vagões de trem, são presença de sucesso no YouTube. Quem sabe um dia, decidam exibirem-se, também, em Times Square…

É isso amigos. Profissionais, empresários e estudantes empreendedores. Num mundo em permanente disrupção em decorrência do tsunami tecnológico, pessoas se reinventam para sobreviver na medida em que os empregos de antes vão se despedindo. E, em meio à tristeza de desempregados e desalentados, luzes de esperança vão pipocando aqui e ali.

No início, a maioria conforma-se, por questão de necessidade de fazer dinheiro rápido, de viver o papel de personagens consagradas. Com o tempo, começam a desenvolver seus próprios personagens, como aconteceu no Rio com o Cosplayer Antonio Torres, 44, que ganha a vida como Verdinho, o Homem-Árvore… Nada diferente do que aconteceu no correr da história… Volta a acontecer, novamente… A diferença é na velocidade. Não mais manifestações calmas e tranquilas como das vezes anterior. Pela gravidade da situação, e pela escalabilidade da crise, MEX – Manifestações Exponenciais…

Se há quase 1000 anos invadiam as ruas de uma cidade, como por exemplo, VENEZA, e no correr dos séculos seguintes iam chegando a outras praças, hoje em menos de uma década encontram-se presentes e por igual em todo o mundo. Todos, no fundo, bem no fundo, ou, não tão no fundo, de certa forma, somos Cosplays!

 

 

Quer receber nossa Newsletter? Preencha o formulário abaixo:

Diário de um Consultor de Empresas – 16/09/2020

Post anterior

Jorge Paulo Lemann

Próximo post