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Os cães agonizam?

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Certamente não.

As pessoas são apaixonadas pelos cães por infinitas razões.

Jamais, eu disse jamais, deixarão de perder o posto e título de melhor amigo do homem. Do Homem, das Mulheres e, muito especialmente das Crianças.

Aqui na Madia, quase todos têm cães, com exceção do Madia. E ele explica,

“Não que não goste e muito menos admire e me emocione. É que tenho certeza absoluta, pela maluquice que é minha vida, que jamais conseguiria retribuir tanto amor e infinita lealdade, com a atenção mínima necessária e merecida…”.

De qualquer maneira, e considerando as atribulações da vida moderna, o fato é que em todo o mundo a população de gatos cresce numa velocidade maior que a de cães.

Pela simples razão que mesmo menos afetivos e amorosos, os gatos não requerem nem prática, nem habilidade, e muito menos todas as atenções e carinhos demandados pelos cães.

E assim, em alguns países o número de gatos deverá superar o de cães em toda a próxima década, e, se as curvas permanecerem nas tendências atuais, em 2039 a população de gatos será maior que a de cães no Brasil.

Mas a razão de nosso comentário é que meses atrás os cães começaram a perder mais uma de suas missões.

A da vigilância e serviços em certas situações onde até então eram insubstituíveis.

A Robótica Boston Dynamics, uma das startups que mereceu investimentos substanciais do maluco Masa – Masayoshi e seu Softbank começou a vender seu cão robô para empresas.

Trata-se do Spot, que tem todo o jeitão de um cachorro e é capaz de “farejar”, leia-se, mapear terrenos, desviar-se de obstáculos, e manter-se equilibrado em situações limites, onde os adorados cães costumam sofrer e angustiar-se.

Checa vazamentos, monitora drogas em bagagens, tem uma sensibilidade olfativa mega desenvolvida, e também, assim como os cães, pode participar de espetáculos artísticos.

Uma das primeiras empresas a receber o Spot é o Cirque Du Soleil que pretende escalá-lo para seus próximos espetáculos. Claro depois que se recuperar da recuperação judicial que se encontra, neste momento pandêmico…

Portanto, sem choros nem lamentações. Cada vez mais, seres humanos e cães, parceiros inseparáveis, voltando-se para aquilo que foram feitos, onde são insubstituíveis por máquinas, robôs e inteligência artificial. Para reagirem naturalmente diante de todas as situações muito especialmente as imprevistas, e para tudo o que diga respeito aos sentimentos e ao coração.

Viva, nós e os cães, com mais tempo para fazer o que nos compete, e de uma forma cada vez mais profunda, sensível e melhor.

Deixando o trabalho ruim para os robôs…

 

 

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Reflexos da longevidade, ou, do envelhecimento

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Diário de um Consultor de Empresas – 22/10/2020

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