ONU Mulheres lança um chamado para terminar com a violência sexual

A organização internacional lançou uma iniciativa regional visando a compreensão e contribuição dos homens para acabar com o problema

Ao criar esta campanha, a ONU Mulheres colaborou com o McCann Worldgroup, a agência signatária dos “Princípios de Empoderamento das Mulheres” na região, comprometida com a igualdade de gênero e o empoderamento econômico das mulheres.

A peça central da campanha é um vídeo desenvolvido por uma equipe criativa da McCann focada na ideia de que uma das poucas vezes em que um homem pensa no medo de ser estuprado é quando imagina que pode ir para a cadeia enquanto para elas, é um medo diário.

Embora a peça seja voltado para a sociedade em geral, a fim de aumentar a conscientização sobre o problema, espera-se promover mudanças nas condutas, comportamentos e atitudes masculinas que contribuam para a geração de novas práticas e crenças culturais alinhadas aos direitos de mulheres.

Esse problema é considerado uma pandemia global. Por exemplo, no Brasil, Panamá e Uruguai, 1 em cada 7 mulheres sofreu violência física e/ou sexual, enquanto o número é de 6 em cada 10 mulheres na Bolívia, na América Latina e no Caribe, pelo menos 1 em cada 3 sofreu algum tipo de violência em algum momento de sua vida.

María Noel Vaeza, diretora regional da ONU Mulheres, enfatizou que “embora nos últimos anos as sobreviventes e ativistas tenham levantado suas vozes para denunciar e condenar esse panorama por meio de movimentos como #MeToo, #TimesUp, #Niunamenos, #NotOneMore e #BalanceTonPorc, a violência contra adultas e meninas continua generalizada, normalizada e enraizada em nossas sociedades.”

Apontou que a cultura do estupro é onipresente, uma vez que “nos rodeia em todos os países e regiões do mundo. Está na publicidade que materializa as mulheres ou hipersexualiza as meninas; nas “piadas” sexistas às quais as mulheres são expostas no local de trabalho ou em centros educacionais e em músicas que incitam a violência sexual.”

Assista ao vídeo abaixo:

A campanha aponta que uma das causas da violência se deve à falta de empatia dos homens e mostra que a sociedade como um todo, através de suas normas sociais, minimiza os danos causados às mulheres e meninas vítimas da violência e, em muitos casos, atos violentos são justificados, revitalizando as pessoas afetadas e contribuindo para o ciclo de violência a que estão sujeitas.

 

 

Quer receber nossa newsletter? Preencha o formulário abaixo: