Ofo: quando a solução é o problema

Dai Wai queria porque queria inundar as ruas das principais cidades da China de bicicleta. E, como decorrência, tirar os carros da rua.

Tinha 22 anos, abril de 2014, e junto com alguns amigos colocou seus planos no papel, passou o chapéu junto aos amigos e família, e comprou as primeiras Bikes.

Hoje é a maior empresa no território.

Já recebeu investimentos da ordem de US$ 1,29 bi, e ainda recentemente captou milhões de dólares, em processo liderado pelo Alibaba. Seu valor de mercado é de bilhões de dólares; possui mais de 1 milhão de bikes somente na cidade de Pequim; e ainda está presente em outras cidades da China e de alguns outros países: Seattle, Melbourne e Praga.

Recentemente levantou US$ 700 milhões, e até o final do ano pretende conseguir uma nova injeção de capital de US$ 1 bilhão. Quer inundar as ruas do mundo com sua bicicleta amarela, e sua marca genial, Ofo. Uma palavra que é uma bike.

Na China já são 180 cidades, 10 milhões de bikes, e 25 milhões de aluguéis/dia. A um preço médio de 50 centavos de real a cada meia hora.

Além de diferentes alternativas de bikes, considerando a topografia das cidades, a Ofo tem dois importantes diferenciais.

O primeiro, válido para todas as cidades do mundo, um aplicativo super simples que destrava as bikes e debita na conta do usuário.

Perfeito! But, Já o segundo é o problema.

Na China, sabe-se lá por qual razão, é permitido as pessoas largarem – literalmente – as bikes em qualquer lugar. Apoiada num poste, encostada na parede, deitada na calçada… E permitindo mobilidade total a quem alugou, e deixando as bicicletas espalhadas pelas cidades e fáceis de serem localizadas pelo aplicativo. Mas, para todas as demais pessoas, um transtorno.

De qualquer maneira, e dentre as centenas de propostas do gênero, a da Ofo é a que mais evoluiu e prosperou. E sua invasão do mundo, como é o sonho de Dai, só acontecerá quando resolver o problema da devolução das Bikes.

FRANCISCO MADIA, especial para o MMM.