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O vídeo currículo

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Muitas pessoas têm me perguntado nos últimos meses sobre o que eu acho a respeito do Vídeo Currículo que muitas empresas estão utilizando, e estimulando candidatos a vagas a fazerem e enviarem para as empresas. Eu não faria. E, não recomendo. A menos que essa seja a única porta de entrada.

Não existem segundas chances de se causar primeiras e ótimas impressões, e nada mais frio, distante e mentiroso que um vídeo. Muito especialmente, os que se esmeram em produções hollywoodianas. De verdade, essa moda começou lá atrás com artistas, para venderem seus shows – ainda fazia algum sentido – e depois foi adotada por empresários de jogadores de futebol. Eles produziam e editavam vídeos de seus representados, fazendo gols, dando passes, e em situação supostamente real de jogo. Muitos jogadores foram comprados com base nesses vídeos e não necessariamente deu certo. Em verdade, menos de 5% desses jogadores eram de verdade, uma vez contratados.

Em minha opinião o currículo em vídeo pode abreviar ou acelerar algumas etapas do processo, mas, em hipótese alguma, recomendaria a nossos clientes que fizessem qualquer contratação referindo-se exclusivamente no desempenho do profissional no vídeo.

Tudo o que se tem e se consegue é aferir eventual desenvoltura na gravação, mas perdem-se todas as demais possibilidades e sinalizações. Muito especialmente as transmitidas pelos movimentos do corpo, pela apresentação pessoal no tocante aos gestos, vestimentas, educação, forma de chegar, estender as mãos, sentar. Depois na conversação – essencial – olhos, muito especialmente olhos, até mesmo limpeza, e outros fatores complementares, porem, essenciais.

Sherlock Holmes numa primeira e única visita de seus futuros e prováveis clientes, decodificava todos os sinais silenciosos emitidos ou contidos em seus corpos e gestos, e intuía o porquê da procura antes mesmo que seus futuros clientes abrissem a boca. Claro que essa performance acontece na ficção, mas desempenho semelhante e próximo é possível para seres humanos de verdade que desenvolvam sua sensibilidade e capacidade de observação.

Assim, minha opinião é vídeo, é legal, interessante, chato, fake, irrelevante e, ponto. Claro, especificamente nos processos de seleção de profissionais. Quem toma decisões e contrata baseado exclusivamente nos vídeos corre um elevadíssimo risco de apostar em impressões frias e distantes, e receber um profissional, pior ainda, uma pessoa que se conhecesse pessoalmente jamais contrataria.

Portanto, fujam dos vídeos currículo. Ao invés de contratar um bom profissional a empresa corre os elevadíssimos riscos de contratar um ator que dá pro gasto, e que se revela, semanas depois, um profissional, irrelevante, meia boca, zero.

Mas cada um com suas preferências e métodos.

 

 

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