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O fim das grandes lojas de departamento

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Num processo de redução e quedas sucessivas que já dura quase duas décadas, as lojas de departamentos seguem derretendo nos Estados Unidos. Dentre outras, Neiman Marcus, J.Crew, Stage Stores, JCPenney, agonizam.

Semanas atrás comentamos com vocês sobre a Neiman Marcus e seu pedido de concordata. No final do ano passado, quem seguiu o mesmo caminho foi a JCPenney.

Conclusão, apenas nos cinco primeiros meses de 2020, Neiman Marcus, J.Crew, Stage Stores, e JCPenney mergulhando na crise.

Apenas lembrando, há 20 anos a JCP esteve por aqui, Brasil e fez importante aquisição de participação na Renner. Anos depois, 2005, e por crises nos Estados Unidos, vendeu sua participação e tentou concentrar-se por lá. Fez mudanças radicais, mas nada deu certo. Recorrendo ao fechamento de 850 lojas nos Estados Unidos e Porto Rico.

Em poucas palavras. Se a covid-19 vem se revelando fatal para pessoas que já padeciam de outros problemas de saúde, o mesmo acontece nos negócios. Muitas empresas que também estavam “doentes” por outras causas e razões veem essas outras doenças exponenciarem-se pela coronacrise.

E, muitas dessas, de forma definitiva. Irão a óbito. Assim, primeiro nasceram às lojas de departamento. A que mais marcou esse tipo de comércio nos Estados Unidos foi a Sears, do ano de 1886. Antes mesmo da virada do milênio, foram revelando-se obsoletas, diante do prevalecimento dos shoppings.

Os shoppings passaram a oferecer tudo o que as lojas de departamento ofereciam. E ainda, mais e melhor. E aos poucos foram sendo expulsas dos shopping centers, como aconteceu no Brasil. E agora são aniquiladas pelo comércio eletrônico e pela especialização. Faltava o empurrão final. Com a coronacrise, não faltava mais. As lojas de departamento e agora, despedem-se para sempre.

E pensar que durante duas décadas as famílias abastadas da cidade de São Paulo tinham por hábito tomar o chá da tarde no salão de chás do Mappin. Isso mesmo, ali, em frente ao Teatro Municipal…

 

 

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