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O Domenico é de mais

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Domenico De Masi é quase uma unanimidade. Mas, tem quem não goste. Eu gosto de boa parte das coisas. De algumas, poucas, não. Domenico De Masi é muito conhecido no Brasil. Quase tanto quanto na Itália. Bate o ponto por aqui quase todos os anos.

Domenico nasceu em Rotello, no dia 1 de fevereiro de 1938, portanto, 81 anos completos. Notabilizou-se pela tese do Ócio Criativo. Morou e viveu em Nápoles, Milão e Roma e tem um monte de livros. Semanas atrás lançou um novo livro na Itália, e que deverá ser lançado no Brasil no próximo mês, O Mundo Ainda é Jovem.

Separei para compartilhar com vocês alguns dos melhores momentos do livro. Preparados?

– Sobre a emoção de viver Diz De Masi: “É muito difícil definir quando alguém se torna velho. Alguns estão e sentem-se velhos aos 50. Já outros, como Michelangelo, morrem aos 90, ou como Oscar Niemeyer aos 105 produzindo obras-primas até o último dia de vida…”.

Essa colocação do Domenico De Masi tem tudo a ver com a plataforma de mentoria em negócios, a Perennials, que acabamos de lançar, e que tem como posicionamento e hino a música, Forever Young, gravado pelo conjunto alemão Alphaville, nos anos 1980, lembram, “forever young, I want to be forever young… e que dizia, Heaven can wait we´re only watching the skies…”.

Mas, e voltando ao De Masi,- Sobre a Postura Cidadã – diz: “hoje vivemos um mundo onde se perde muito tempo na discussão de reformas. Quando, finalmente, chega-se a uma conclusão, talvez já não sejam relevantes e muito menos úteis. É preciso indignar-se. Só a indignação permite ser útil à sociedade”. Mais que coberto de razões. Não precisamos de reformas, precisamos de reinvenções.

– Redes Sociais – Atenção, aqui um depoimento que vai incomodar muito todos aqueles que veem nas redes sociais apenas perda de tempo e lixo. Diz, De Masi: “Constituem-se no maior progresso do homem social e político. Milhões de pessoas que neste momento encontram-se sozinhas podem dialogar com outros milhões de pessoas graças às redes sociais. E essa possibilidade estende-se para doentes, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção. A tecnologia da comunicação pôs fim, potencialmente, ao isolamento, a perda, ao esquecimento, e ao tédio”.

Portanto, e para que os mais críticos reflitam e parem de ficar amaldiçoando as redes sociais. O preço de dar voz a milhões de imbecis é amplamente compensado pela inclusão dos solitários, abandonados, idosos que não mais se locomovem, e todos os doentes em geral, milhões de pessoas, confinadas a suas casas ou presas no leito. Portanto, mesmo os que criticam e pegam pesado com as redes sociais, jamais deixar de reconhecer a importância de suas existências para milhões de pessoas que até então permaneciam por diferentes razões à margem da vida. Vivas, mais, sem vida.

– O que fazer-se para atenuar o desemprego decorrente da tecnologia – “A única profissão em que o homem não será substituído por uma máquina é o padre. A solução possível é reduzir e redistribuir as horas da jornada de trabalho proporcionalmente à chegada das novas máquinas”. E é o que inevitavelmente acabará acontecendo.
Nos anos 2020 instituiremos a semana de 4 dias, não tenho a menor dúvida, independente de trabalharmos cada vez mais a distância.

– O Que Resta aos Seres Humanos… “O trabalho criativo permanece como monopólio do homem escolarizado. E isso é tudo”. Como nos ensinou nosso adorado mestre e mentor, Peter Drucker, e que é o que caracteriza os tempos que vivemos, e que o mestre denominava de Sociedade do Conhecimento.

A nossa, a que vivemos, o que de verdade diferencia a espécie humana de todas as demais espécies. O Conhecimento.

 

 

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