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O discreto cutucão de um ex-sócio

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No ano de 2001, Marcelo Maisonnave e Guilherme Benchimol fundaram a XP Investimentos.

Na terça-feira 9 de maio de 2017, 49,5% da XP foi vendida para o Itaú-Unibanco por R$ 6 bi. Antes os dois sócios venderam 20% para a Actis por R$ 100 milhões.

Na sequência, e antes da venda para o Itaú, Marcelo Maisonnave retirou-se da sociedade. E nunca mais tocou-se no assunto.

De um banco que o tempo todo teve como posicionamento e recomendou a todos os seus clientes que Desbancarizassem, que fugissem dos grandes bancos.

O XP que chamava os gerentes dos grandes bancos de otários por trabalharem para os bancos e não para eles próprios, e que acabou, como é do conhecimento de todos, e, lamentavelmente, bancarizando… Vendendo-se para o Itaú.

No final de 2019, Marcelo Maisonnave quebrou seu silêncio de quase 5 anos, e fez apenas um pequeno comentário no Estadão.

Disse, sobre seu ex-banco XP: “Tenho uma grande admiração por quem está lá, meu legado segue lá. Mas o modelo da XP não é o modelo mais atual. Baseado em transparência, em um jeito novo de investir, sem conflitos de interesse…”.

E nada mais disse nem lhe foi perguntado. Fez-se o silêncio. Poucas vezes em minha vida testemunhei um direto no fígado com tanta educação e elegância.

O XP Bancarizou, e, assim, perdeu sua independência.

Autenticidade, zero.

Aquilo que mais proclamou ter e que lhe garantiu milhares de clientes… Que, atendendo sua recomendação, desbancarizaram.

E agora permanecem perdidos na paisagem, sentindo-se, pateticamente, ludibriados.

 

 

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