LandmarketingMadiaMM

O dia em que morrer será opcional

0

Semanas atrás a revista Nature publicou um artigo que foi aprovado pelo seu quadro de editores em tempo recorde, dada à importância da notícia e qualidade do avanço científico. Seguramente o maior avanço da medicina deste século, e que institucionaliza a Medicina Corretiva, o CRISPR CAS 9 e outras técnicas, e revela agora uma nova evolução e salto, uma consistente, entusiasmante e espetacular evolução.

Se desde 2013, já tínhamos a caixa de costura das espécies, com tesoura, agulha, carretel, dedal e linha, agora ganhamos a borracha. É só apagar e está tudo resolvido.

Um grupo de cientistas da Universidade de Harvard e do MIT – Massachusetts Institute of Technology – conseguiu aperfeiçoar e simplificar as aplicações do CRISPR CAS 9. O que passou a se conseguir com as novas conquistas, e com a chegada da Medicina Corretiva, é semelhante ao que se fazia secularmente com os tecidos.

Por infinitas razões, alguns tecidos saiam das tecelagens com pequenos defeitos, ou, mesmo depois de convertidos em roupas, passavam por acidentes que os danificavam. Lembra, quando sua saia enganchou num prego e fez um buraquinho, ou seu paletó ficou preso na porta do carro e causou uma pequena machucadura no tecido… Então se recorria às habilidades e competências dos “cerzidores” para as duas situações. Para corrigir os tecidos que chegaram ao mercado com pequenos defeitos, e para corrigir os que apresentavam defeitos depois do uso.

As novas técnicas de edição genética possibilitam ainda, sempre que necessário, que essas correções aconteçam por antecipação, antes mesmo de o tecido ser fabricado.

Que suas linhas sejam corrigidas antes de entrarem na máquina, e que, e principalmente, todas as espécies sejam corrigidas antes de ganharem vida. Todas, muito especialmente a nossa, a espécie humana.

Os ganhos pela nova conquista, ou nova técnica, que aperfeiçoa e aumenta as possibilidades do CRISPR, denomina-se Prime Editing. Lembra, com o CRISPR, passamos a cerzir, com o Prime Editing, ganhamos uma borracha, é suficiente apagar… Os anjos da guarda, bactérias do organismo naturalmente encarregam-se do resto.

Como não poderia deixar de ser, se esse tipo de conquista pode ser testado e usado imediatamente para todas as demais espécies, muito especialmente as vegetais possibilitando ganhos monumentais de produtividade nas lavouras de todo o mundo, brevemente ninguém mais vai morrer de fome e eliminaremos radicalmente a poluição da atmosfera por criações em ambientes fechados, já nos humanos os cuidados são maiores.

Muito especialmente pelo desconhecimento, ainda, de eventuais decorrências.

De qualquer maneira, mais um importante passo na direção de considerarmos, muito brevemente, vivermos, no mínimo, 150 anos com uma vida de qualidade.

Em síntese, e se nos últimos 100 anos, ganhamos 40 anos a mais de vida, muito especialmente pelas conquistas da medicina preventiva, agora, com a corretiva, talvez venhamos a afirmar no final deste século, alguma coisa como, “nos últimos 200 anos, ganhamos mais 100 anos de vida…”.

Quem sabe até, em algum momento, morrer venha a ser opcional.

 

 

Quer receber nossa newsletter? Preencha o formulário abaixo:

Magnum apresenta versão vegana

Post anterior

Crianças e Passarinhos

Próximo post