NWB – naufrágio Walmart Brasil

O maior varejo e empregador de todo o mundo naufragou no Brasil. O que teria acontecido com o modelo supostamente imbatível e vencedor do Walmart?

11 mil lojas e 2,2 milhões de funcionários em 21 países. 56 anos de sucessos, glórias e prosperidade. E, de repente, derrapa e naufraga no Brasil?

Em verdade, apenas uma coincidência de datas. Hoje o Walmart faz água em todo o mundo. Em todos os mercados onde atua a maior organização varejista analógica de toda a história do mundo, e como agora é do conhecimento de todos, está jogando a toalha e tentando, no desespero, reinventar-se.

Joga a toalha na medida em que se deu conta que dia após dia as pessoas migrarão parte expressiva de suas compras para o digital. Restando, no máximo, e em 10 anos, 1/3 do que se compra hoje nas lojas, ruas e shoppings para a compra presencial. E que nesse sentido, e considerando-se seu dna, vai ficando cada vez mais distante na paisagem. Sendo ultrapassado – de passagem – por um cavalo novo, fogoso, competente e sedutor tomando a ponta e abrindo corpos e corpos de vantagem.

A Amazon! Por decorrência decidiu cair fora do Brasil onde, e segundo o entendimento de seus dirigentes – e estão certos – não há mais o que fazer. Fim.

Há quase três meses vendeu 80% do controle em nosso país para o fundo de private equity Advent. Nos jornais, e no momento da divulgação da venda, a informação que o Advent convidou para integrar o conselho, aquele que já foi um dia o todo poderoso do Pão de Açúcar, Enéas Pestana. Conseguirá Enéas a proeza de resgatar o velho e analógico gigante?

Pouco provável. E o que a Advent pretende fazer com o que comprou? Difícil prognóstico, mas, talvez não devesse ter dado, na condição de gestora de investimentos, esse passo desafiador e temerário.

De qualquer maneira, e na primeira manifestação a imprensa os novos donos do Walmart falam em investir em lojas do Atacarejo, e nos minimercados espalhados por todas as grandes cidades e com a bandeira Todo Dia.

Qual meu prognóstico sobre o desenlace dessa situação? Que não vai dar certo. Que as propriedades do Walmart em nosso país – Lojas – serão compradas ou pelo Carrefour ou Pão de Açúcar, ou desmembradas e vendidas a diferentes compradores.

Em síntese.  O Walmart, assim como a Procter, demorou a descobrir o Brasil. E quando por aqui chegou o terreno, de um lado, já estava ocupado; e, de outro, começava a mais radical disrupção de toda a história no mundo dos negócios. Portanto, não resistiu.

Não teve a menor chance e tempo de fazer com que os brasileiros entendessem seu posicionamento outrora vencedor e matador, lembram…

“Menor Preço Todos os Dias.” Tarde demais…

Cenas de um velho mundo partindo e levando consigo algumas de suas mais emblemáticas e vitoriosas organizações. Enquanto novas, de índole, dna e coração – novas de verdade – vão tomando seus lugares.

Sai o Velho. Entra o Novo. Apenas isso. O ciclo da vida. Como no Rei Leão…

 

 

 

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