LandmarketingMadiaMM

Nudismo, a tendência!

0

Os justos já não pagam mais pelos pecadores… Elvira pagã é nossa rainha… Tudo, quase tudo, é pay per use… O que ainda não é, será… Do mundo do ter, para o mundo do ser e usar… Fomos! Viva os peladões!

O pay per use chegou, e também, aos seguros de automóveis. Essa nova modalidade, já presente em muitos países, foi lançada no mês de agosto do ano passado no Brasil, numa parceria entre a Generali Seguradora, e a Insurtech Thinkseg, do ex-Pactual André Gregori.

Apenas a título de exemplo, e considerando o modelo do automóvel, o segurado pagará uma mensalidade fixa de R$ 90, que cobre roubo, furto e colisão, mais um valor variável, mês a mês, e relacionado à utilização do veículo, e quilômetros rodados. Quando o carro permanecer parado, o seguro adormece, e o segurado não paga a parte variável.

No ano de 2016, onde essa modalidade de seguro começou a decolar, e nos países em que realizaram-se os lançamentos, foram vendidas 30 mil apólices. E neste ano de 2020, 4 anos depois, deverá superar a casa das 100 milhões de apólices.

Além da Generali, outras seguradoras estão com semelhante seguro no forno aqui no Brasil, prontos para lançamento. Em 2 anos, no mínimo, duas dúzias de seguradoras fazendo a migração.

45 anos atrás, embarcando para Nova Iorque cismei que deveria fazer um seguro de viagem. Baixa aquela cisma, e tinha por que tinha que viajar devidamente segurado. Trabalhava na Almap, na Avenida Paulista, e cercado de bancos. Fui de agência em agência querendo fazer um seguro de viagem e ninguém oferecia essa possibilidade.

Até que entrei na agência do Bradesco e o gerente sorriu e me disse, seguro, seguro de viagem não temos, mas temos os serviços que é de verdade o que o senhor quer. Viajar tranquilo e que, em caso de sinistro, deixa sua família garantida, certo? Eu disse sim e ele me vendeu um seguro de vida que passava a valer naquele momento. E me disse, quando o senhor, voltar, volta aqui e cancela… Precisa de mais alguma coisa? Hoje tem. Tem o de viagem e de tudo mais. E só se paga pelo uso.

Estamos de mudança. Do ter para o dispor. De possuir para o usar. E que é como será o mundo e nossas vidas, cada vez mais. Algumas seguradoras vão mais adiante. Instalam dispositivos sensores no carro dos segurados, que registram inclusive a forma como o segurado dirige. Possibilitando estímulos no formato de descontos para todos os que dirigirem de forma comedida e prudente.

Ser bom segurado até anos atrás não valia nada. Hoje, além de prevenir acidentes, vale dinheiro. Ser ótimo motorista, é quase a certeza de seguro grátis. Os bons não pagam mais pelos maus e pecadores. Os justos e cidadãos, não pagarão mais pelos irresponsáveis e inconsequentes.

Ou seja, amigos, os tempos de se comprar e ter seguros inteligência zero, ficaram, definitivamente para trás. Assim como para quase todas as demais coisas em nossas vidas. Finalmente, e depois de um século de desespero para comprar, ter, possuir, ser dono, consumir, resgatamos o juízo. Tudo o que queremos é, e quando decidirmos, ter a possibilidade de usar.

Pedimos pelo produto, mas compramos e queremos os serviços que o produto presta. Fora isso queremos cada vez mais retornar a condição que um dia chegamos ao mundo.

Pelados. Pelados e felizes. Viramos nudistas, quem diria. Somos filhos de Elvira Pagã! Já era tempo.

 

 

Quer receber nossa newsletter? Preencha o formulário abaixo:

Em nova campanha, Sadia traz mensagem de apoio e conscientização aos brasileiros

Post anterior

Perder a fé, jamais!

Próximo post