Nascimento, vida e quase morte de um Buscapé

Lembra do Buscapé? Lembra de Romero Rodrigues considerado um dos gênios da internet brasileira e do comércio eletrônico?

O portal G1 amanheceu no dia 29 de setembro de 2009, com a seguinte manchete: “VENDIDO POR US$ 349 MILHÕES, BUSCAPÉ COMEÇOU COM R$ 100 AO MÊS.

E lembra a história de um dos mais retumbantes “cases” da internet brasileira.

De três estudantes do curso de Engenharia Elétrica da USP que queriam comprar uma impressora e entraram num serviço de busca e comparação de preços que informava tudo menos o preço… E decidiram criar o Buscapé.

Nesse dia, o líder dos três, Romero Rodrigues, 31 anos, concedeu dezenas de entrevista onde dizia ver muita semelhança entre sua trajetória e a de Mark Zuckerberg, 25 anos.

Com parte dos US$ 349 milhões o Buscapé sai comprando empresas no mercado.

Em 2010, salta para 1.200 funcionários e 14 vice-presidentes.

Em 2013, demite 400 funcionários.

Em 2015, é colocado à venda e não aparece nenhum interessado.

Dos 550 milhões de reais de faturamento de 2013, despenca para supostos 300 milhões em 2017. Dos 1.200 funcionários reduz-se a 350.

O novo presidente do Buscapé aponta o dedo e dispara contra dois ex-presidentes, Romero Rodrigues e Rodrigo Borer, em matéria da revista Exame: “Quando assumi a tecnologia era ultrapassada e o fluxo de acessos insuficientes…”.

Sintetizando, a temporada de milagres encerrou-se há 2000 anos.

Mas, investidores gananciosos e irresponsáveis continuam colocando todas as fichas de seus incautos clientes em projetos wishfull thinking e me engana que eu gosto.

Acreditando que os velhos e bons fundamentos foram revogados. Não foram! Continuam tão ou mais válidos do que antes.

Francisco Madia, especial para o MMM.