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Camelos ou Unicórnios?

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Na nova economia, depois do day after, camelos ocupam o lugar dos unicornios… Será?

Unicórnios, bichos agressivos, sedentos, insaciáveis. Que precisam subir a ladeira a toda, e carecem de doses substanciais e recorrentes de capital. Característica principal: escalarem exponencialmente custe o que custar ainda que a custa de prejuízos monumentais… Camelo, bicho manso e domesticado, mais que experiente, e que atravessa longas jornadas sem precisar beber água… Quem levantou essa discussão foi a revista Exame, e em brilhante matéria assinada por Sérgio Teixeira Jr.

Sérgio faz o seguinte raciocínio: “A pandemia global do coronavírus colocou os unicórnios em risco de extinção. Startups avaliadas em mais de US$ 1 bi antes de colocar os pés nas Bolsas… Hoje, estima-se existirem 400 exemplares dessa espécie. E a dúvida é quantos sobreviverão, na medida em que novos unicórnios e por um bom tempo serão uma impossibilidade quase que absoluta…”. E em todo o seu longo e detalhado artigo-tese, Sérgio vai anexando muitos exemplos de sucessos que vão ficando na paisagem.

E, na conclusão, finaliza lembrando um artigo do professor do IMD, Nuno Fernandes, em que afirmava que “assim como na série Tronos, o inverno está chegando”. Apenas alguns unicórnios sobreviverão e voltaremos aos fundamentos e princípios básicos e consagrados… Tipo, empresas precisam dar lucros…

E conclui Sérgio, “Para os conservadores, são as velhas, boas e rentáveis empresas as mais preparadas para os desafios escondidos na próxima esquina, as mais preparadas para o mundo pós-coronacrise. Masayoshi Son, o maior investidor do digital e dos unicórnios, todo poderoso do Softbank, dizia mirar nos próximos 300 anos, quando descarregava dezenas de bilhões de dólares em empresas como o We Work e Uber. Agora, prevê perder US$ 16 bi. E muitos de seus negócios não sobreviverão 300 dias, que dizer anos. Portanto, e segundo o Sérgio, “Nada melhor, assim, para chegar ao próximo oásis, do que um passo seguro após o outro”.

A habilidade e competência, decorrente de anos de estrada, das chamadas empresas camelo. Porém, ser camelo neste específico momento, é bom por um curtíssimo tempo. Em chegando ao próximo Oásis, esquecer que é camelo e refletir e planejar-se sobre como pretende amanhecer, mais adiante, num mundo absolutamente novo, e onde camelos não farão mais o menor sentido.

Lembram-se do programa da TV, Cinderela por um dia. É por aí. Camelo por poucas semanas, quem sabe meses, mas, menos de um ano.

Depois esquece. Na nova economia não existe nem tempo, nem espaço e nem utilidade para empresas camelos. Oásis, então, esquece. O novo bicho não é nem camelo e nem unicórnio. O novo bicho nasceu no dia 26 de outubro de 2016, e foi intuído e batizado pela jornalista Gina Pell.

E batizado com o nome de uma espécie de certas vegetações que resistem a tudo: Perennials. Esse novo bicho, os novos normais e pós-coronacrise, somos “Pessoas físicas e jurídicas relevantes de todas as idades e que vivem e mergulham de cabeça nos tempos de hoje. Sabem o que está acontecendo no mercado, mantêm-se atualizadas com e sobre a tecnologia, e têm amigos de todas as idades e matizes. Mantém-se evoluídas, curiosidade permanente, orientam os outros, apaixonadas, compassivas, criativas, confidentes, colaborativas, universais. E antes, durante, e depois, o tempo todo, empáticas”.

Nem camelos, nem unicórnios, perennials. Vamos nessa? Perennials, tanto na física, como na jurídica.

 

 

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Diário de um Consultor de Empresas – 04/03/2021

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