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Morrer… Jamais, (Ou, a receita de Bob Iger)

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Hoje o papo é sobre imortalidade. De nos convertermos em Perennials. Talvez seja esse o sentimento prevalecente nas cabeças e corações de todos os seres humanos. Morrer, jamais. Por enquanto, um sonho impossível, na medida em que, e por definição, e retrospecto, todos morreremos um dia. Mas, considerando-se os ganhos de anos de vida, antes de conquistas monumentais como o Programa Genoma Humano, a medicina corretiva, quem sabe…

De qualquer maneira, e na falta de outras e consistentes explicações, essa é a única que ocorre para a multidão que lotou milhares de salas de cinema em 44 países semanas atrás. Em alguns lugares, as sessões correram 24 X 24. E, lotadas. Vingadores bateu todos os recordes anteriores, com uma receita bruta de US$ 1,2 bilhão em sua primeira semana de exibições.

Em verdade, superou o bilhão em cinco dias. Bob Iger, o autor dessa obra e da performance espetacular da renovada Disney nos últimos anos, e sob a mira dos herdeiros de Walt Disney pelo bônus monumental e mais que merecido que recebe, nasceu no mesmo dia em que eu nasci, 10 de fevereiro. Ele em 1951, eu em 1943. É da cidade de Nova York. Eu, de Bauru, cidades gêmeas de coração… Ao menos, do meu coração.

Formado em rádio e televisão pela Roy H. Park School Of Communications do Ithaca College, começou como apresentador de programas na universidade. Depois foi o homem do tempo num jornal da cidade. Em 1974, passou a integrar o time da ABC, onde foi promovido a chefe da ABC Enternainment em 1989. Em 1993, assume a presidência da ABC Network Television Group. Em 1996, a Disney – The Walt Disney Company – compra a ABC. Bob segue como presidente até 1999.

Nesse ano é promovido a presidente da Disney International e em 2000 vira COO – o segundo na hierarquia da Disney.

Em 2005, assume o comando, CEO. E a partir daí começa a imprimir sua marca e colocar em ação o planejamento estratégico que fez para a empresa. Simplesmente Sensacional. Brilhante, Irretocável. Dos melhores que vi em toda a minha Vida de Consultor.

Compra a Pixar por US$ 7 bilhões em 2006, Marvel em 2009 por US$ 4 bilhões, a Lucasfilm e a 21 Century Fox, na sequência. No final do ano passado recebeu como bônus e salários quase US$ 70 milhões, o que provocou a revolta da família, manifestada nas declarações públicas de Abigail Disney, neta do cofundador da empresa. Remuneração mais que merecida.

De longe, o mais brilhante e sensível gestor da mais que atacada e devastada indústria cinematográfica. Jamais ouvimos Bob dizer, em qualquer entrevista, o que vamos dizer agora para vocês, queridos amigos que nos acompanham neste landmarketing. Mas, não temos a menor dúvida.

Bob acreditou e acredita que o que mais move o ser humano é a busca pela imortalidade. E, por enquanto, a única maneira de ao menos alcançarmos essa sensação é a de resgatar e preservar vivos todos os nossos heróis. Se eles não morrem, quem sabe, um dia, o mesmo poderá acontecer conosco… Um de nossos comportamentos, em que, talvez, sejamos movidos pelo inconsciente… E foi o que fez.

A Disney, em verdade, a velha Disney, não criou e muito menos construiu qualquer deles. Mas hoje, e pelas aquisições de Bob, e pagando preço de banana a luz dos resultados, é dona de todos. Apenas isso. Brilhante, emocionante, devastador!

Último e derradeiro comentário. A Disney decola com seus serviços de streaming nos próximos meses. Todos os demais players tremem. As ações e os resultados da Netflix viraram a flechinha para baixo. Bob e sua nova Disney chegam com um arsenal de conteúdos espetacular. Talvez, em algum momento, a Disney devesse agregar o nome de Bob na marca.

Disney Iger Company.

 

 

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