Mickey Mouse

Aquele que seguramente é o mais longevo e maior dos astros da história do cinema está completando 90 anos.

Criado no ano de 1928, no dia 18 deste mês de novembro, por Walt Disney, e pelo designer Ubi Lwerks. Impossível calcular o quanto sua presença já vendeu de produtos de diferentes marcas, origens, procedências. Seguramente, muitos e muitos bilhões de dólares.

Hoje, não é o mesmo do ano de seu nascimento. Quando não tinha pupilas, as luvas não eram adereço obrigatório em suas mãos, o corpo era totalmente reto de tão magro e, em seus pés, mais que sapatos, protegia-se com verdadeiros e aparentes tijolos.

Sua primeira aparição pública ocorre no dia 18 de novembro de 1928, no curta O Vapor Willie – Steamboat Willie, exibido pela primeira vez no Colony Theatre, New York City, – o primeiro desenho animado sonoro. Nesse primeiro filme, a voz, o dublador, era o próprio Walt Disney.

No Brasil, Mickey vira história em quadrinhos, na revista Tico Tico, em 1930, e era tratado como Ratinho Curioso.

Em princípio, a figura do Mickey e toda a sua obra cairia em domínio público no ano de 1998, mas, e por sua causa, o Congresso Americano aprovou uma correção da lei, ampliando o copyright para 95 anos.

Virou a Lei Mickey, que, em tese, e se não tivermos uma nova prorrogação, torna o Mickey disponível e sem custos, a partir de 2023.

Assim, com total justiça e maior merecimento, ganha uma mega exposição neste momento, na cidade de Nova Iorque, e em comemoração a seus primeiros 90 anos. Ele, Mickey Mouse.

No correr desses 90 anos a busca incessante de converter Mckey, originalmente um bagunceiro, indisciplinado, oportunista, muitas vezes picareta, e mediante o arredondamento de suas linhas, numa personagem do bem, admirável, adorável, amigo, com Accountability 1000.

Não há nem como negar, e muito menos esconder. Mickey fez e ainda faz parte de nossas vidas. Talvez a maior dentre todas as criações no território do design. No mínimo, uma das 10 mais. Não seria capaz agora de relacionar as outras 9.

Duas bolas pequenas, uma bola grande, e, pronto!

No mais óbvio. Nada mais simples. Nada mais genial.

Parabéns, querido Mickey Mouse.