Mais conversa, mais ouvidos e mais autenticidade no Instagram

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Na última semana de setembro alguns teatros da Times Square, em Nova York, foram palco de discussões sobre o presente e o futuro da comunicação, durante a Advertising Week NY. Como normalmente acontece nesses eventos, que se tornam cada vez maiores, é desesperador olhar a programação sem a sensação de que, seja qual for a escolha, alguma informação boa está sendo perdida. Algumas vezes, claro, ainda saímos de uma palestra com a sensação de que fizemos a escolha errada. Quem nunca? Não foi o caso. 

Conciliando minha agenda e os temas disponíveis, achei “The Instagram Effect – Where business and passions meet” interessante e fui pra fila. Cheguei meia hora antes e já estava enorme. Pensei: todos querem ouvir a Chief Operating Officer do Instagram, Marne Levine, falar sobre como transformar o Instagram em negócios. Mas a fila foi crescendo e resolvi pesquisar mais sobre o painel. Juro, sou fã dela, mas não sabia que a atriz e dona da marca de sapatos SJP Collection @sjpcollection, Sarah Jessica Parker, participaria do debate. 

Ela e Emily Weiss, fundadora e CEO da Glossier @glossier, se atrasaram um pouco. Mas a conversa começou com a Marne Levine e a mediadora Rebecca Jarvis, Chief Business, Technology & Economics Correspondent at ABC News and Host, CreatorNo Limits with Rebecca JarvisPodcast ABC News – sim, tudo isso. E lá vieram os números. O Instagram tem hoje 800 milhões de usuários ativos; 500 milhões ativos diariamente. O Stories, lançado há pouco mais de um ano, em agosto de 2016, já tem 250 milhões de usuários diários. Segundo Marne, o Instagram levou as pessoas para uma proximidade muito maior, ao mostrar o que está por trás dos momentos destacados nas timelines. “No Stories eu vejo o caos que foi para a minha amiga conseguir chegar até o momento de tirar a foto perfeita das crianças no primeiro dia de aula que foi postada na timeline. Fica mais humano”, exemplifica. 

A plataforma, que conta hoje com 2 milhões de anunciantes ativos, abriu o Stories também para publicidade. Segundo ela, o Instagram tem se tornado cada vez mais influenciador nos hábitos de compras: 59% dos usuários são influenciados pelo Instagram para comprar um carro; 55% se inspiram nos estilos postados ali; 62% escolhem destinos que os emocionaram pela rede social. E o Stories é a ferramenta que permite mostrar o real, factual, quem está por trás daquilo tudo, o humano. Segundo ela, 80% das pessoas se conectam com as marcas espontaneamente. E o que atrai essa conexão é quando as empresas trazem conteúdo que as interessem ou dos quais as pessoas gostem. Ou seja, invista na qualidade de conteúdo. 

Sarah Jessica Parker, que subiu ao palco com um de seus lançamentos no pé, claro, contou que, principalmente para pessoas como ela, ter o feedback tão real e direto das consumidoras e fãs é algo muito impressionante e positivo. “O melhor caminho no Instagram é criar uma conversa. Ouvir as pessoas nos permite reconhecer como precisamos conversar quando estamos no mundo dos negócios. E precisamos levar isso a sério”, disse ela. “As opiniões de nossas consumidoras hoje são parte do nosso processo de design”, revelou a atriz, cuja personagem Carrie Bradshaw, de Sex and the City, era apaixonada por sapatos. Outro conselho: “tente não focar em resultados no Instagram, ou você vai perder a autenticidade. Seja você mesmo. A razão pelas quais as pessoas seguem você e não o outro é que você tem algo exclusivo pra entregar. Algo novo, diferente.”

Emily Weiss reconhece que estar no ramo de beleza facilita a vida da Glossier no Instagram. Este é um dos setores hoje que arrasta maior número de fãs. “Usamos muitas selfies, mostramos produtos e as pessoas gostam de compartilhar isso, pra nossa sorte”. Mas ela lembra que é preciso antecipar perguntas: “dê informações nos seus posts. Se eu postar um gloss, tenho que dizer a cor ou todos que gostarem dele vão perguntar.” 

Marne Levine destacou que se orgulha muito do papel do Instagram na questão do empoderamento feminino. Segundo ela, a tecnologia e plataformas como a que comanda se tornaram essenciais para a independência feminina. Atualmente mulheres podem abrir seus pequenos e médios negócios e se comunicar pelas redes sociais. “Elas ganharam voz. Vão falar o que precisam e serão ouvidas”, conclui.

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*Na foto, (da esq. para a dir.) Rebecca Jarvis (ABC News), Marne Levine (Instagram), Sarah Jessica Parker (atriz e SJP Collection), e Emily Weiss (Glossier).