Luciano Huck: história dos tempos modernos

A vida de Luciano Huck é fortemente marcada pela presença de dois Paulos.

Paulo Lima, da Trip, e Paulo Guedes, um dos fundadores do Pactual.

Paulo Lima, um dos responsáveis por sua presença a frente de um programa na TV.

Na Band, em que dançavam moças bonitas e insinuantes, vendendo fantasias, e onde pontificaram Tiazinha e a Feiticeira.

Com esse programa, Luciano decolou e anos depois converteu-se no principal apresentador da televisão brasileira para famílias e jovens das classes B, C e D.

Já a história com Paulo Guedes é a que vem tomando conta de todos os comentários, e explica sua quase candidatura à Presidência da República.

O nome de Luciano Huck brotou naturalmente e através de ferramentas de inteligência artificial, a partir de algoritmos, proprietários da empresa Jobzi, da filha de Paulo Guedes, e que trabalharam sobre uma base de 140 trilhões de dados.

E, no final, deu: “O próximo presidente da república será um jovem, com perfil de empresário, bom comunicador, com forte presença em redes sociais e percebido como pessoa autêntica, humana e confiável”.

Só faltou escrever o nome do apresentador.

Traduzindo, Luciano Huck.

Paulo Guedes confirmou aquilo que muitos julgavam “fake news”, ao jornal Valor.

Disse: “É verdade que as pesquisas de minha filha me levaram a Luciano Huck no primeiro trimestre de 2016…”.

Imagino que neste exato momento, centenas de pré-candidatos estejam tentando agendar uma consultoria com um tal de Watson, que atende na IBM

Como é do conhecimento de todos, num final de semana e em artigo da Folha, Luciano Huck declinou de sua possível candidatura afirmando que não fora fácil desistir, mas que não se candidataria nesta eleição.

Horas depois ratificou e retificou: “Não vou ser político nunca. Não quero ser político”, bradou Luciano durante evento da revista Veja na cidade de São Paulo.

Assim, o primeiro dos candidatos selecionado e sugerido pela inteligência artificial ficou pelo caminho.

Mas, seguramente outros brotarão dos dados, planilhas, cruzamentos e análises do Watson e demais e supostos sábios da modernidade.

Quem diria!

 

 

 

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