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Lojas e cosméticos: A volta ao passado

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Muitos se perguntam por que a Natura decidiu, anos atrás, voltar a ter lojas? Muitos se perguntam, por que a Avon Brasil, agora da Natura, decidiu somar-se a Lojas Pernambucanas e vender seus produtos na tradicional rede brasileira? Muitos se perguntam por que a Natura valorizou e atribuiu grande importância à compra da Body Shop, rede de lojas em diferentes países inclusive no Brasil?

Pela simples razão que comprar cosméticos, cremes, perfumes, pela internet, é um tédio. Por que durante décadas as mulheres do mundo, e especialmente do Brasil compravam em suas casas porque não saiam de casa e não trabalhavam fora. Por que em verdade, quando recebiam as revendedoras da Avon e da Natura, era quase como se tivessem comprando uma sessão light de terapia individual e companhia.

E assim, em condições normais, lugar de comprar cosmético é em loja. Física, irresistível, aromatizada, bonita, encantadora, vendidos por mulheres arrumadas, maquiadas, educadas… E por aí vai.

No início da internet, um dos primeiros sites de beleza de grande sucesso foi o Eve. Na época, chegava a ter mais de 800 mil acessos mês apenas nos Estados Unidos. Esses acessos vinham dos computadores das mulheres que trabalhavam nas empresas. Antes de completar um ano encerrou suas atividades e deixou o seguinte aviso nas telas: “durante quase um ano informamos a vocês sobre todas as novidades, lançamentos, dicas, que vocês adoravam saber. E depois, no horário do almoço, aproveitavam as dicas e as novidades para realizarem suas compras presencialmente na Macy’s, Bloomingdale’s, Neiman Marcus, Sears, Sacks… Em todos esses meses realizamos míseras duas dúzias de vendas… Concordamos com vocês, não existe melhor lugar para se comprar cosméticos que as lojas. E por isso, conscientes que jamais venderemos um único vidro de perfume ou qualquer creme de beleza, nos despedimos e encerramos nossas atividades. Sigam lindas para sempre!”.

Se você ainda tem alguma dúvida, num final de semana de agosto do ano passado duas jornalistas do Financial Times sediadas em Paris deram o seguinte depoimento:

“É hora de almoço no distrito financeiro de La Defense, em Paris, e a loja da Sephora está abarrotada de clientes em busca das novidades em maquiagem e beleza. Uma mulher experimenta um novo batom, outra testa um novo perfume… Assim como procedeu com suas lojas de Times Square e Dubai Mall, a Sephora de La Defense foi reaberta dias atrás, e após uma grande reforma. A Sephora trabalha com 300 marcas e quadruplicou suas receitas nos últimos oito anos…”.

Explica Chris de Lapuente, CEO da Sephora:

“Muita gente teme o fim do varejo e não investe em loja. Isso acaba se transformando numa profecia autoalimentada. Estamos renovando 100 lojas neste momento em todo o mundo…”. E arremata, “O varejo da experimentação é crucial para nosso sucesso. As pessoas vêm a Sephora em busca de orientação e aconselhamento, vêm para ouvir. E nós ensinamos, inspiramos, executamos… Já na internet… Aqui você vem e experimenta, é de verdade”.

Pra complicar tudo veio o Covid-19 e os apóstolos da ignorância babaram, “não disse, o varejo de beleza chegou ao fim…”. Vão ter que dobrar a língua, e, se possível, engolir para sempre…

É isso amigos. Não se trata de uma volta ou retorno. Apenas a sensação de que alguns comportamentos tinham mudado. E que agora se sabe e mais que confirmado, jamais mudarão! Lugar de comprar beleza, sonho, encantamento é em loja. Hoje, amanhã, e, sempre…

 

 

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