Liz Wiseman

Liz é uma consultora de empresas americana. Durante duas décadas foi a responsável pela universidade corporativa da Oracle. Hoje tem sua empresa especializada em desenvolvimento executivo e sediada no Vale do Silício.

Seu livro de sucesso é Rookie Smarts: Why Learning Beats Knowing In The New Game Of Work – Ou, a Inteligência do Novato. No Admirável Mundo Novo é Melhor Aprender do que Saber”.

Chocante! Mas, e acima de tudo instigante e inspirador. Liz foi entrevistada pelo telefone por Letícia Arcoverde de Valor. Separei para nossos comentários alguns momentos da entrevista que acredito todos deveriam refletir sobre:

  1. Não existem mais as tais Melhores Práticas

“A tecnologia está tornando os ciclos mais curtos. No passado, quando nos deparávamos com um problema cuidávamos de resolvê-lo e reutilizávamos esse conhecimento. O termo “melhores práticas” nasceu nesse momento.

Esse tempo não existe mais. Agora o mais comum é não encontrarmos o mesmo problema duas vezes. Assim, e agora, a habilidade mais importante não é mais o que você sabe, mas, a rapidez com que você consegue aprender e a agilidade com que usa o conhecimento das pessoas ao seu redor. É uma maneira nova e diferente de liderar”.

  1. Pessoas agarram-se no que sabem e recusam-se a se abrir para aprender.

Esclarece Liz: “Eu tenho visto duas reações comuns e diferentes entre executivos, e em relação ao ambiente Vuca – Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo. Muitas pessoas percebem que o único caminho competitivo é abandonar o que sabem e liderar a si mesmo e a equipe rumo a um modo de aprendizado.

Do outro lado, pessoas chegando à conclusão oposta, entrincheirando-se naquilo que sabem e tornando-se autoritários. Para esses, a mudança é grande demais”.

  1. O que a Senhora chama de mentalidade e comportamento de novato?

“A sinceridade de reconhecer nossa ignorância e passar a ter a Vantagem do Aprendiz. Podemos fazer todas as perguntas, dar passos menores, realizar experimentos, receber feedback e ir ajustando e adaptando nossas ideias e entendimento. Em síntese, trabalhamos de uma forma melhor, mais ágil, verdadeira e produtiva…”.

  1. Que risco uma liderança que se recusa a enfrentar o novo expõe uma organização?

“O de encontrar-se a frente e no comando de uma organização que perdeu sua relevância, que caminha de forma inexorável para a rabeira do mercado, e, assim, liderar seu time para a irrelevância e obsolescência”.

  1. Em tempos de mudança qual a maior virtude das lideranças?

“Em passado recente os líderes conduziam sua organização para um lugar melhor. Hoje, e no mundo ambíguo que vivemos, os líderes precisam ser capazes de liderar seus comandados rumo ao desconhecido. O líder não sabe exatamente qual o destino, mas está absolutamente consciente que tem que sair do estado atual. Em momentos como o que vivemos é importante ter um plano. Mas, caso não tenhamos, é fundamental, vital, ter uma equipe que consiga se comunicar e se entender num ambiente de incertezas e que vai demandar permanentes ajustes durante toda a trajetória”.

E ainda Liz disse coisas do tipo: “Só quando você reconhece suas limitações é capaz de usar a força dos outros”, Ou, – “Líderes multiplicadores são todos aqueles que conseguem usar suas inteligências de uma forma que aumente a inteligência e a capacidade dos liderados… Já os diminuidores conseguem extrair menos da metade do conhecimento, capacidade, insight e comprometimento de seus liderados”.

Ou, “Se você quer ter uma organização inteligente dê às pessoas desafios que excedam suas habilidades…”.

Enfim, e sob todos os ângulos e registros, Liz Wiseman, uma pensadora moderna e instigante. Mais que recomendo.

 

 

 

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