Lições do topo

Em edição recente da revista Época Negócios, as manifestações e conselhos de alguns dos jovens empresários e profissionais da atualidade. Os que chegaram lá. Empreenderam, prosperaram e hoje são referências. Separei para compartilhar com vocês exclusivamente os que acredito mais relevantes.

Começo com a modelo e atriz Jessica Alba. Conhecida por filmes como Dark Angel, Sin City, Quarteto Fantástico, Mergulho Radical, Maldita Sorte e O Olho do Mal. Jessica queria porque queria empreender.

Mas todos diziam, “não seja boba”. Multiplique o seu capital de conhecimento, venda sua imagem e sua marca, e deixe que outros empreendam e eventualmente quebrem a cara.

Não era isso que Jessica queria. Diz ela na matéria: “Quando eu falava com meus advogados, gerentes e agentes sobre minha ideia de empreender eles me recomendavam não perder tempo…”. E eu me incomodava e dizia: “Não, eu quero construir uma empresa de produtos ao consumidor com embalagem e marca. Uma empresa de verdade”.

Jessica Fez. Hoje sua The Honesty Company vende mais de cem produtos domésticos totalmente atóxicos, naturais, nas principais lojas de departamento dos Estados Unidos.

Outro jovem empresário de sucesso presente na matéria de Época é Fred Dust, sócio da empresa de design e criação, Ideo. Segundo Fred tudo o que as pessoas precisam hoje é permanecerem fisicamente mais próximas e conversar. Segundo ele, mais que na hora de “resgatarmos nossa capacidade de empatia e diálogo”. E, complementa, “hoje, convidamos a tecnologia para jantar conosco… Ouvir conversas através de uma caixa de metal nos roubou um dos maiores prazeres da vida…”.

Jeff Glueck, CEO do Foursquare, convive atualmente com 45 milhões de usuários, mais todos os infinitos dados e comportamentos dos usuários do aplicativo que comanda.

Mas, adverte sobre os que sentenciam sobre o fim das lojas… “Acho que a morte do varejo físico é um exagero absoluto. Os que fazem essa previsão esquecem-se que 92% de todas as transações ainda acontecem no ambiente analógico. E cita o exemplo da Warby, que só existia no digital e enviava 5 modelos de óculos para que os eventuais interessados escolhesse um… Quando a Warby abriu sua primeira loja descobriu a diferença que é, em termos de velocidade e efetividade de compra, quando alguém tem a possibilidade de escolher entre 50 alternativas, e principalmente, com um ser humano ao lado para orientar”.

E, conclui: “A loja do futuro vai ser mais experimental e pessoal… ainda somos animais sociais… queremos nos conectar…”. Eu concordo com Jeff. Apenas acredito que dedicaremos todo o tempo disponível para compras pessoalmente, naqueles lugares onde nos sentimos alegres e acolhidos. Onde temos prazer em ir e conversar. Onde temos certeza que além de realizar a compra viveremos momentos de prazer e felicidade.

Já John Collison, da plataforma de pagamentos Stripe, enfatiza a importância de se construir valores, e, depois, segui-los, de verdade e para valer. Valores, diz John, são aqueles que você pratica e não os que escreve nas paredes ou placas do escritório.

Vocês se lembram qual era a empresa que tinha esse compromisso escrito em todas as paredes de suas sedes e filiais…?  Pergunta John “Comunicação, integridade, excelência e respeito”. “Esses eram os valores presentes em todas as paredes da Enron…”, não necessariamente nas pessoas e em seus comportamentos. E deu no que deu…

E termino com o CEO da Starbucks, Kevin Johnson, no comando há menos de 1 ano, e substituindo Howard Schultz no dia a dia da empresa (Schultz preside o Conselho). Conta Kevin que foi diagnosticado com um melanoma há seis anos e durante um exame de rotina. “Naquele momento tomei a decisão de que pelo resto da minha vida – por mais curta ou longa que fosse – só faria o que me trouxesse felicidade e com as pessoas que verdadeiramente amo…”.

E eu acho que é isso que todos devemos procurar, e, fazer. Todo o resto é irrelevante.

 

 

 

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