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Jorge Paulo Lemann

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No dia 25 de setembro de 2019, depois de pouco tempo na 2ª colocação, Jorge Paulo Lemann, segundo a revista Forbes, resgatou a primeira colocação como o brasileiro mais rico do mundo. Voltando a ultrapassar o banqueiro Joseph Safra. Jorge Paulo Lemann, de novo o número 1, como um dia foi sua cerveja Brahma, e com um patrimônio de R$ 104,71 bilhões.

Nascido na cidade do Rio de Janeiro, em 26 de agosto de 1939, fez Escola Americana na cidade maravilhosa, e é formado em economia por Harvard. Suspenso por 1 ano por jogar bombinhas no pátio da Escola Americana, mesmo assim conseguiu terminar um curso que levava 4 anos em 3.

Jogou tênis profissionalmente, ocupou a primeira posição do ranking mundial dentre os veteranos, e defendeu tanto o Brasil como a Suíça – tem dupla nacionalidade – na Copa Davis.

Foi sócio de meu querido chefe, sócio e amigo com quem trabalhei na Companhia Anhanguera De Investimentos, James Wright Ladd, – o Jimmy – na Invesco. Corretora de valores que quebrou no ano de 1966, quando Jorge tinha 27 anos.

Apareceu pela primeira vez na lista dos bilionários de Forbes no ano de 2004, com R$ 1,1 bi. Ano em que fundou a Ambev. Na sequência aquisições e mais aquisições. Em 1993, fundou o GP Investimentos, e todo o restante, que não é pouco, é uma longa história de muitos e grandes sucessos e, pequenos fracassos. Em síntese, e em 15 anos, multiplicou seu patrimônio por 100.

Aos 80 anos, Jorge Paulo concedeu entrevista ao jornal O Globo, a Thomas Traumann, e que sintetiza tudo o que ouviu do empresário na chamada da matéria:

“É preciso brigar menos e investir mais em educação”.

A pedido de Traumann, Jorge Paulo fez seu balanço da década que vai se encerrando. Diz Jorge Paulo: “Dentre as mais importantes lições desses 10 anos a maior de todas é que a corrupção não funciona”. Não me refiro exclusivamente ao sentido moral mesmo porque é óbvio, mas no sentido de resultados econômicos. A corrupção distorce a competição entre as empresas e elimina a meritocracia. O produto final, por exemplo, uma estrada, passa a ser decidida pelo suborno pago, e não pelo encurtamento da distância, qualidade do asfalto, ou o que quer que seja. “A corrupção produz uma economia ineficiente…”.

País brigão… Diz Jorge Paulo que o maior aprendizado dos últimos 10 anos é que o Brasil perde muito tempo brigando…

“O Brasil briga demais. Esse clima de divergência impede a produção de consensos. Todos concordam que o Estado é ineficiente e perdulário, mas, me pergunto, por que não é possível sentar e construir consensos de como entregar serviços públicos de maior qualidade? Ou, todos concordam que é preciso investir mais em educação, mas, como tomar a decisão certa em meio a tanta briga?”.

Sobre o que faria caso tivesse 20 anos hoje…
“Iria passar dois anos no Vale do Silício ou em outro lugar de ponta em tecnologia, como Cingapura, por exemplo. Ia aprender tudo o que pudesse e montaria meu próprio negócio. E voltaria para o Brasil porque aqui tem muita oportunidade…”.

E sobre o atual governo, “O rumo Paulo Guedes está correto. Melhor seria se o atual governo tivesse menos agito…”.

Esse é, aos 80 anos de idade, o empreendedor mais bem-sucedido de nosso país, Jorge Paulo Lemann…

Uma referência em meritocracia. Um desastre em branding.

 

 

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