Invasão dos drones…

Não sei se a palavra droneização existe – acho que não existe – nem também se quando existir será grafada e pronunciada assim.  De qualquer maneira, assistimos hoje, inertes, a multiplicação dos Drones pelos céus do mundo, e claro, do Brasil.

Dia desses, um drone atrapalhou o tráfego aéreo em Congonhas. Dias antes, em Guarulhos. Dias depois, Santos Dumont e Galeão. Primeiro eram os balões que verdadeiramente são bonitos de ver e trágicos ao cair. Volta e meia provocando incêndios descomunais.

Agora os drones, que voam relativamente baixo, tem peso e velocidade, e são guiados através de controles que rezo que funcionem. Que jamais caiam nas mãos de um pouca prática, que não sejam usados para brincadeiras de péssimo gosto, e tão perigosos de dirigir embriagado quanto todos os demais veículos e artifícios, e petardos.

Não perguntei para ninguém, não fui a fundo, mas todas as vezes que vejo um objeto desses no ar fico apreensivo, acreditando que poderá cair, causar um estrago, machucar, ferir, excepcionalmente, matar.

E por que estou falando tudo isso aqui e agora com vocês? Pela simples razão que a capa falsa do Estadão de três domingos atrás, e de muitos e outros domingos anteriores, é assinada pela Kalunga.

E no anúncio, Drones de todos os tipos e espécies, e tamanhos, e pesos… Em nenhum lugar do anúncio li qualquer advertência sobre formalismos legais necessários para se comprar um drone.  Pergunta, não deveria ter toda uma regulamentação para comprar e usar um petardo ou artefato desses?

Tem desde um Drone pequenininho, que imagino que seja para os pais iniciarem seus filhos, ao preço de 539 reais, alguns na faixa dos 3 mil reais, e outros entre 5 e 8 mil reais. O peso desses artefatos oscila entre 500 gramas e 1 quilo e meio, quase dois. Velocidade de 72 km.

Não sei fazer esses cálculos, mas imagino que se multiplicarmos qualquer coisa com 1 quilo e meio por 72 km por hora, estamos diante de um objeto com capacidade de ferir gravemente, e… Até mesmo  matar.

Será que ninguém vai perguntar nada?  Será que é isso mesmo? Algum de vocês tem alguma informação? Devemos sair de casa daqui para frente com capacetes e outros mecanismos de prevenção?

Ótimo dispormos dos Drones. Péssimo qualquer zé mané, como nós, sem nenhum preparo ou treinamento, saindo pelo mundo, irresponsavelmente, com supostos brinquedos potencialmente mortais.

Ou não?

 

 

 

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