iFood terá seguro, cursos e desconto em plano de saúde para entregadores

Para segurar os profissionais parceiros, planos de benefícios como os divulgados pelo iFood devem se tornar cada vez mais comuns

O iFood anunciou na noite de quinta-feira (10) que vai passar a oferecer seguro contra acidentes, desconto em plano de saúde e em seguro de motocicletas e cursos de capacitação aos profissionais parceiros, com o objetivo de valorizar e reconhecer o trabalho dos entregadores.

O seguro contra acidentes cobrirá despesas médicas e odontológicas de até 15.000 reais, no caso de eventuais acidentes que aconteçam quando o entregador estiver trabalhando para o iFood, em trajeto com o aplicativo ligado. O seguro também tem cobertura de 100.000 reais no caso de morte ou invalidez permanente.

O novo benefício, nesse primeiro momento, ficará restrito à Grande São Paulo, mas chegará em novembro às mais de 660 cidades em que a empresa atua.

O seguro faz parte de uma série de novos benefícios que a empresa vem adicionando a seus mais de 70.000 entregadores, como parte do programa “Delivery de Vantagens”. Por meio do programa, os entregadores podem acumular pontos por entrega e aumentá-los caso ganhem gorjetas (na teoria, sinal de que a entrega foi boa).

Segundo o iFood, os entregadores podem ganhar descontos em plano de saúde e seguro para motocicletas, além de outros descontos em aparelhos eletrônicos ou artigos esportivos. O programa incluiu ainda cursos em parceria com o Sesi-SP para cursos com aulas a distância, sobre temas como finanças pessoais, cuidado com equipamentos e segurança no trânsito, disponíveis a partir do momento que há cadastro no aplicativo.

Outra ação recente da empresa para o bem-estar dos entregadores foi a adição de pontos de apoio em São Paulo, onde os parceiros podem carregar o celular, ir ao banheiro ou descansar. A empresa afirma que estuda a inclusão desses pontos em outras cidades.

O iFood afirma ainda que nem os usuários nem os entregadores terão custo adicional com o novo seguro e os benefícios. Mas uma possibilidade é que, em vez de usar os milhões recebidos em investimentos para dar seguidos descontos aos clientes e implementar novos serviços voltados ao usuário, as empresas que atuam na economia compartilhada passem a oferecer mais benefícios aos próprios profissionais parceiros.

 

 

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