Hering em busca da competitividade

O Ritmo de todos os negócios, categorias de produtos, cadeia de valor acelerou-se. Ponto.

Não cabe ficar discutindo de quem eventualmente seria a culpa. Na partida, você só acelera se existe essa possibilidade. E a possibilidade de acelerar, encurtar caminhos, saltar etapas, sem prejuízo da qualidade foi dado, em maiores ou menores proporções, a todos os negócios e pela revolução tecnológica.

A maioria das empresas, no início, permaneceu estática e aguardando a manifestação e reação dos concorrentes. Que por sua vez, muitos deles, adotaram a mesma postura. Aguardar e não fazer nada. E tudo ficaria nesse jogo de espera, não fosse a revolução tecnológica ter possibilitado a chegada dos newcomers, em todos os territórios.

Empresários e empresas que valendo-se da oportunidade, decidiram competir em novos campos de atuação. E como esses newcomers vinham desprovidos de qualquer ranço de cultura específica de cada um desses negócios, não ficaram presos a preconceitos ou cerimônias e, literalmente, mandaram ver.

E quando os expectantes se deram conta, os newcomers já estavam comendo parcela substancial dos negócios e dos mercados.

E aí, todos acordaram e saíram correndo atrás para recuperar a distância. No território da moda casual, prática, do dia a dia, a do streetwear, a chegada e forma de atuar dos novos foi decisiva.

E assim, gradativamente, foi prevalecendo a pegada Fast Fashion, que tem na Zara -talvez, seu melhor exemplo – conseguindo integrar cadeias de produção e de vendas em várias partes do mundo, em questão de semanas.

E aí, todos os demais players, repetindo, saíram da inercia, despertaram, e começaram a correr atrás.

Renner, Riachuelo, Marisa, dentre outros, inserem-se nesse contexto.

E agora, mesmo depois de uma primeira movimentação, a Hering decide acelerar ainda mais sob pena de perda de competitividade.

Fabio Hering, entrevistado por Cibelle Bouças e Cynthia Malta de Valor, reconhece que mesmo tendo acelerado, ainda não conseguiu que sua empresa alcançasse a velocidade necessária para preservar-se competitiva.

Assim, a emblemática empresa brasileira mergulha num reposicionamento e reorganização radicais, muito especialmente em seu sistema de produção, já olhando para 2019, onde pretende encurtar o tempo de desenvolvimento de coleções e chegada às lojas de quatro meses para seis semanas.

Ou seja, reduzir a menos da metade.

E como uma parte da produção da Hering hoje acontece fora do Brasil, mais especificamente na China, iguais providências foram adotadas para que o tempo entre criação, facção e vendas também seja abreviado.

Segundo Fabio, especificamente no que é produzido fora os ganhos de tempos não serão tão significativos, mas poderão significar uma redução de até um mês no ciclo dos importados.

Fast Food, Fast Fashion, Fast World, Fast Live. Flux And Live.

Se algum setor de atividade revelar ainda sintomas de sonolência e morosidade, alguma coisa deve estar errada.

De duas, uma: ou os players tradicionais pegaram no sono e quando acordarem, será tarde, ou, o setor como um todo está sendo substituído pela atividade de outros setores que supostamente não tinham nada a ver.

E tinham!

E assim, esses setores, e à semelhança do Sapo Cozido da teoria do caos, que não se deu conta das mudanças do ambiente, permaneceu estático e nunca mais acordou, correm semelhante risco.

Tirarem um cochilo e não acordarem jamais…

MML – FRANCISCO MADIA, especial para o MMM.

 

 

 

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