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G20 vai injetar US$ 5 trilhões na economia global para superar efeitos coronavírus

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Na última quinta-feira (26), os países que integram o G20 –grupo das 20 maiores economias do mundo– anunciaram que vão injetar US$ 5 trilhões na economia globar para combater a pandemia de covid-19, desencadeada pelo novo coronavírus. O valor investido equivale a R$ 25 trilhões –mais de 3 vezes o PIB do Brasil, em 2019.

A decisão foi tomada após uma reunião realizada por videoconferência na manhã de quinta-feira. Os 20 integrantes chegaram ao consenso de que saúde e economia são igualmente importantes no combate à pandemia do coronavírus.
Também foi unânime no encontro a percepção de que é essencial manter os empregos, os fluxos comerciais e não romper as cadeias de suprimento.

Segundo documento informado, após a reunião:
“Estamos adotando medidas imediatas e vigorosas para apoiar nossas economias, proteger trabalhadores e negócios — especialmente as micro, pequenas e médias empresas– e proteger os vulneráveis por meio de proteção social. Estamos injetando mais de US$ 5 trilhões na economia global, como parte de política fiscal direcionada, medidas econômicas e esquemas de garantia para combater impactos sociais, econômicos e financeiros da pandemia.”

Ainda segundo o documento, os líderes das maiores economias mundiais se propuseram a compartilhar dados epidemiológicos e de saúde, reforçar os sistemas públicos de saúde e aumentar a capacidade de produção de materiais médicos. No documento, há uma lista das prioridades:

  • Proteger vidas
  • Garantir os empregos e as rendas das pessoas
  • Restaurar a confiança, preservar a estabilidade financeira, reavivar o crescimento
  • Minimizar as interrupções no comércio internacional
  • Ajudar países que precisam de assistência
  • Coordenar medidas de saúde pública e financeiras

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu aos líderes do G20 que adotem um plano de guerra, incluindo um pacote de estímulos “na casa dos trilhões de dólares” para empresas, trabalhadores e famílias de países em desenvolvimento que tentam combater a pandemia de coronavírus.

O presidente Jair Bolsonaro levou à cúpula virtual do G20, o mesmo discurso que tem defendido internamente no combate ao coronavírus, de defender a saúde das pessoas mas também os empregos, e levantou mais uma vez o uso da hidroxicloroquina como tratamento para Covid-19, mesmo sem pesquisas conclusivas.

Na quarta-feira (25), o Ministério da Saúde decidiu abrir um estudo nacional e anunciou que vai adotar a cloroquina no tratamento de casos graves de infecção pelo novo coronavírus, mas ressaltou que o medicamento não deve ser usado fora de ambientes hospitalares.

O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, disse que a intenção é deixar o medicamento à disposição dos médicos para o caso de decidirem usar em pacientes graves, com determinadas condições, que possam responder ao medicamento.

 

 

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