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Fora! Já Pra Rua!

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“A porta da rua é a serventia da casa… e das empresas, também!”. 

Fralber Saidam

A porta da rua é a serventia da casa, diziam os antigos. Nós dizemos, a porta da rua é o caminho em direção à luz, ao mercado. Onde se encontram e se revelam todas as verdades. Lembra, Marketing = “put yourself in someone´s shoes”, Branding = “walk the talk”. Isso posto, e de dez anos para cá, em todos os processos de consultoria do MadiaMundoMarketing para seus clientes, e além da indução de uma cultura de Marketing na empresa, faz-se e cultiva-se em paralelo um processo de indução de uma cultura de Inovação. Pela simples razão que Comunicar-se e Inovar-se é Preciso, Viver Não é Preciso. Quem nos ensinou e nos convenceu disso? Ele, Drucker – “Todos os negócios têm duas e apenas duas funções: Marketing e Inovação. Marketing para conquistar e preservar clientes; Inovação para sobreviver”.

David Kelley vem oferecendo extraordinárias contribuições ao entendimento, prática e referências à Inovação, via sua empresa IDEO, no Vale do Silício, Califórnia. Nascido em 1951, na cidade de Barberton, Ohio, David tem como parceiro seu irmão Tom, e que é quem comanda a IDEO. Formado em engenharia elétrica pela Carnegie-Mellon University, trabalhou na Boeing e NCR, e em 1977 alcançou o grau master em design pela Stanford University.

O que nos ensina David Kelley? Em entrevista para Lucas Rossi de Exame, a pretexto do livro que acaba de lançar no Brasil, Confiança Criativa, é taxativo: “Criatividade não se ensina, se desperta. Quando fundei a D. School, muitos acreditavam ser impossível tornar alguém criativo. Em verdade, todos podem. Com o tempo, e às vezes por culpa das empresas, as pessoas desistem de correr riscos… Pessoas criativas arriscam e todas as pessoas criativas são sistemáticas na forma de pensar, embora quase nunca se deem conta disso”.

Em determinado momento da entrevista, urra, Rua! “As empresas vivem dentro da caverna do mito de Platão. Os executivos passam horas em frente a um computador e falam com as mesmas pessoas. Eles só veem sobras, não a realidade. Em vez de ir a uma reunião, deveriam estar na rua com quem usa o produto ou serviço que oferecem. É no campo que as grandes ideias surgem. As empresas costumam ter uma grande ideia e depois vão procurar entender como as pessoas lidam com ela. Quando começamos um projeto pelo lado humano, não precisamos estudar se as pessoas vão querer aquilo, mesmo porque tudo já partiu do desejo de quem usará”.

E ainda, e na entrevista, dois outros e relevantes ensinamentos de David. O primeiro sobre a intolerância ao erro que existe nas empresas: “A mediocridade é o preço mais caro que uma empresa pode pagar. Com a inovação, a empresa traz novas perspectivas, novas formas de ganhar dinheiro. A Pixar é o lugar mais criativo que conheci. Eles fizeram 14 filmes e todos foram grandes sucessos. Investem para isso, criando uma cultura de experimentação”. E o segundo sobre a Matemática Irrefutável da Inovação: “Para obter mais sucessos, você precisa estar preparado para encarar fracassos”.

Isso posto, e daqui para frente, me digas quantos erros já cometeu e te direi quem és; e, a propósito, mais que na hora de colocar todos os seus colaboradores na rua. RUA!

*Francisco Alberto Madia de Sousa é presidente do MadiaMundoMarketing.

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