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Festa do pijama

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Diante da vazante nos hotéis do Rio de Janeiro, em decorrência da crise estrutural do mundo com o advento de Airbnb e assemelhados, com a crise conjuntural do Brasil – tsunami Dilma e desastre econômico de 2014, para cá –, e ainda a crise específica do Rio de Janeiro, os hotéis não pararam de imaginar soluções paliativas para resistirem e sobreviverem às duas crises, e na expectativa de tempos melhores, mais adiante.

No ano passado, alguns hotéis do Rio passaram a abrir seus terraços para os habitantes da cidade, para que lá realizassem happy-hours e outras comemorações. Mais adiante, a notícia disse respeito a mais uma iniciativa nessa direção. Hotéis atraindo famílias para que realizassem as tais das Festas do Pijama de seus filhos em suas acomodações.

Em matéria no O Globo meses atrás a notícia que o hotel LSH no Rio de Janeiro, decidiu abrir suas portas para as Festas do Pijama. Entrei no site do hotel para ver se encontrava esse serviço com essa denominação, mas não encontrei. Apenas a alternativa Day Use, onde pessoas podem usar as chamadas áreas comuns – piscina, academia e bares das 11h às 18h. Assim fiquei com a matéria de O Globo, assinada pela Ludmila Lima.

E aí, e não obstante meu tempo de vida e experiência, fiquei perplexo com algumas das informações na matéria; mas, business is business, e temos que respeitar. Por outro lado, nada mais justo e merecido que desenvolverem-se formas de monetizar e rentabilizar grandes investimentos, como são as instalações de um grande hotel.

A matéria começa com o depoimento de uma cliente, a cirurgiã dentista Anni de Castro. Quando a filha diz para ela que gostaria de merecer uma Festa do Pijama no aniversário. Entrou em pânico imaginando o que iria acontecer com sua casa e decidiu-se por uma abordagem mais profissional.

Dias depois a filha ganhava sua festa num dos grandes quartos do LSH com suas 10 amigas. Com direito a guerra de travesseiros, e cabaninha de unicórnio.

Essa novo serviço do hotel começou em agosto do ano passado, já foram realizadas mais de 40 festas, e algumas datas já têm reservas com até seis meses de antecedência. Preço: entre R$ 5 a R$ 15 mil, dependendo da montagem.

No pacote, brindes para as amiguinhas. Nécessaires, camisolinhas lilás customizadas, tapa olhos, arquinhos, bichos de pelúcia. Lia Coutinho, gerente de marketing do hotel, deu o seguinte depoimento:

“Alguns pais já desembolsaram R$ 150 mil para instalar 50 cabanas pretas com néon nos salões, incluindo piscininhas privativas…”; E completou, “em momentos de crise, quase sempre usamos as suítes que permanecem fechadas por muito tempo. Ah! Temos também cabaninhas iglu com plug para smartphones”. Na matéria, a informação de que o Copacabana Palace também realiza esse tipo de evento.

Assim como o Hilton Barra. Ou seja, amigos, e independente de tudo, o Rio continua uma festa. E suas empresas fazendo tudo para se preservarem enquanto a crise resiste, para novos e futuros Days of Wine and Roses, como dizia a música, anos mais adiante.

E aí termina o Carnaval, e começa a CoronaCrise. Nem hóspedes, nem terraços e muito menos festas de pijama. A hotelaria em todo o mundo está devastada. E no desespero algumas redes hoteleiras sacam camas dos quartos, improvisam escritórios, e tentam converterem-se em cosplays de coworks. Como solução de emergência, pra quebrar o galho…

Mais que na hora de alguns business reinventarem-se por inteiro, e desistirem da “gambiarra solution”.

 

 

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