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Espasmos da coronacrise, ou, uma espécie de “pra tudo se acabar na quarta-feira…”

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É bonito, é lúdico, emociona. Melhor do que não fazer nada. Mas a onda drive-in decorrente da coronacrise é terapia ocupacional lúdica. Como “business”, como negócio, esquece. De certa forma, ainda que em maiores proporções, a enxurrada das chamadas “lives” que tomou conta dos primeiros meses da pandemia, e depois, diante dos resultados pífios, foi definhando, definhando, e, sumiu…

Se os envolvidos tivessem feito às contas como sempre devem ser feitas, deixando os arredondamentos da emoção de lado, descobririam que, de verdade, pagavam para empreender e trabalhar. Terapia ocupacional, mesmo. Melhor do que não fazer nada. Mas, que ninguém se iludisse. Todos conscientes de prejuízos na certa.

Num dos números da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, o registro do tempo, energia, e a mão de obra alocada para colocar duas ou três centenas de carros com pessoas desconfortáveis e imobilizadas dentro, comendo um lanchinho, e assistindo, um filme, ou a um show.

As pessoas vão uma primeira vez por curiosidade. Poucos os que gostarão de repetir a experiência.

Da matéria de PE&GN separamos algumas informações sobre requisitos e pressupostos:

– Necessidade de um aplicativo

– Pedidos de pipoca pelo aplicativo

– Fila do banheiro virtual, e também pelo aplicativo

– Cada ingresso custa R$ 70 com direito a até quatro pessoas no carro

– Bilhetes vendidos online e lidos por um totem na entrada…

Mais preparação e manutenção do local, equipamento para projeção, manutenção do equipamento, limpeza, segurança… Paramos por aqui.

Lives, bicicletas, patinetes elétricos, cinemas e shows drive-in, deliciosas recordações de um mundo que definitivamente ficou lá atrás. Bem lá atrás. Terminada a síndrome da recordação, fim. E foi o que aconteceu… Apenas isso.

Uma espécie de ação de benemerência, de business de e para nostálgicos. Emocionante, mais que compreensível, mas, repetimos, para por aí.

A todos esses, nosso muito obrigado e reconhecimento. Lembra?

Mas quando a pandemia passar teremos dificuldades imensas em contar essas histórias, em contar que, na loucura, quase desespero, mais que necessitados de ver gente, ainda que a distância, fizemos.

Nós vimos o que nós fizemos na pandemia passada…

 

 

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