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Duas empresas que ficaram na história…

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Quase sempre nos lembramos de uma empresa que se fez presente na vida de três ou quatro gerações e despediu-se para sempre, e outra que tinha tudo para dar certo, mas equivocadamente nasceu morta. Kodak e Iridium – MOLDURAS VELHAS TENTANDO ENQUADRAR O FUTURO… ESQUECE!

Nosso adorado mestre e mentor Peter Drucker era categórico quanto à primeira providência que todos devemos tomar antes de iniciarmos qualquer reflexão sobre o futuro e antes mesmo de comprarmos qualquer um dos novos gadgets da modernidade. Berrava… A primeira providência é… “JOGAR A VELHA MOLDURA FORA! A VELHA MOLDURA QUE TODOS TEMOS EM NOSSAS CABEÇAS…”.

Como a vida vem nos ensinando, todas as organizações tradicionais e consagradas, por maiores que sejam, naufragam pateticamente, que insistem em colocar o novo dentro do velho. Embolora, Envelhece, Apodrece. De forma acelerada.

O Bradesco, por exemplo, e no ano passado confessou e assumiu que foi um monumental equívoco ter colocado seu banco digital dentro do velho e bom Bradesco. E, decidiu, a tempo, romper com essa decisão e garantir liberdade e independência plena para seu banco digital Next. Foi o que declarou publicamente seu presidente, Octavio de Lazari Junior em entrevista recente. Um líder sincero e verdadeiro. E na sequência fez o mesmo com a ÁGORA.

Dois exemplos ilustram bem essa situação, ainda do tempo em que as empresas, pessoas, profissionais, não tinham entendido exatamente a componente escalável do mundo que está nascendo. O Mundo das OEX – Organizações Exponenciais.

E quem nos contou essa história foi Salim Ismail, diretor executivo da Singularity University. Primeiro Salim conta sobre o naufrágio total de um dos mais ambiciosos projetos do final do século passado. O Iridium, lembram…

Mais precisamente, final dos anos 1980, a Motorola decidiu apostar todas as fichas num formato de comunicação global mediante a instalação de torres gigantescas e caras, de telefonia celular. No meio do caminho a Motorola descobriu uma outra e supostamente melhor solução. Uma constelação de satélites em órbita terrestre baixa – 77 satélites, daí Iridium, o número 77 na tabela periódica – que cobriria todo o globo, e que se viabilizaria se apenas 1 milhão de pessoas em todo o mundo se dispusesse a pagar US$ 3 mil por um telefone, mais uma tarifa de US$ 5 por minuto…

A Motorola seguiu com seu projeto, e ignorava – poucos sabiam – da escalabilidade de todas as conquistas tecnológicas, assim como a velocidade espetacular desse processo. Enquanto a Motorola lançava os satélites os custos de instalação de torres de telefonia celular foram despencando e, simultaneamente, os aparelhos foram diminuindo de tamanho. Os aparelhos Iridium eram chamados de tijolões…

Explicando o fracasso da Motorola com o Iridium, um especialista escreveu: “O plano de negócios da Iridium foi escrito e aprovado 12 anos antes do sistema entrar em funcionamento… Utilizou pensamento, conhecimento e ferramentas lineares para prever um futuro em fulminante aceleração…”.

E Salim Ismail nos lembra também da Eastman Kodak, uma das maiores gigantes da velha economia, que recorreu à falência em 2012, após ter inventado a câmara digital, mas não ter tido a coragem de matar a câmara analógica e toda a cadeia de valor envolvida, e lançar a digital, permitindo que outros concorrentes o fizessem. No ano em que a supostamente inexpugnável e indestrutível Kodak fechava as portas, o Facebook comprava o Instagram, com 3 anos de idade, 12 colaboradores, por US$ 1 bi.

Assim, Kodak e Iridium, dois exemplos espetaculares que molduras envelhecidas são incapazes de acondicionar, acolher e escalar o futuro. Ou para usar E CONTRARIAR a linguagem da música sertaneja do Brasil, na transição da velha para a nova economia, “panela velha é que, definitivamente, não faz comida boa”.

Não se trata da panela. Trata-se de uma receita que não precisa de panelas… Muito especialmente, panelas velhas…

 

 

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Diário de um Consultor de Empresas – 22/07/2020

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