Drones, as novas estrelas dos céus do interior…

Se ainda nas cidades o registro de Drones é pontual, esporádico, circunstancial, já na atividade agrícola multiplicam-se mês após mês.

Assemelham-se, nesse território, a um Bom Bril. Infinitas utilidades. E ficam próximos do argumento matador dos camelos. ”Não requerem prática nem habilidade”.

Em verdade, um pouquinho de prática e habilidade é desejável.

Os drones vêm sendo utilizados para levantamentos topográficos, para registros regulares e sistemáticos do progresso e evolução das plantações, para aferir com maior e melhor precisão o momento certo para uma colheita com graus maiores de produtividade, para a identificação de pragas e focos de doenças, e nas sinistralidades aferir a dimensão dos danos, dentre outras utilizações.

Como é do conhecimento de quase todos, os Drones foram regulamentados pela Anac – Agência Nacional da Aviação Civil – no mês de maio do ano passado.

Até o final do ano mais de 16 mil drones já tinham sido registrados. E, desses 16 mil, quase 1/3 para utilização no campo.

E imaginava encerrar este comentário por aqui quando vem a informação de que bandidos vêm usando  os drones para planejarem assaltos.

Na notícia que li, a quadrilha agia no bairro do Tatuapé, na cidade de São Paulo. Sobrevoando com o drone as residências, acompanhava e monitorava todo o movimento, muito especialmente nos finais de semana quando as famílias viajam, e depois de absolutamente seguros entravam tranquilamente e faziam o rapa.

A quadrilha agiu durante três meses, assaltou três dúzias de residências e foi pega quando vendia o produto dos roubos: notebooks, televisores, relógios, bicicletas, bebidas, motos… No cartão de memória do drone todas as casas monitoradas.

Não obstantes essas ocorrências, por favor, não caiam na tentação de dizer que os drones são do mal…

Os drones são tão inocentes, inofensivos e prosaicos quanto uma agulha de crochê.

Mas, e nas mãos de um alucinado, com uma singela agulha de crochê você cega uma pessoa; e, eventualmente, mata.

Cadeia para os bandidos, liberdade para os drones.

FRANCISCO MADIA, especial para o MMM.