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Deu Adidas

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“Vencer é o que importa. O resto é consequência”.

 Ayrton Senna

Houve uma época em que a bola de futebol não passava de mero coadjuvante. E isso aconteceu no correr de todas as Copas até a de 1970, quando a Adidas resolveu mergulhar de cabeça no esporte, a começar pela bola. Naquele ano, a importância da televisão era pífia.

Na quinta-feira, 21 de novembro de 2013, FIFA e Adidas anunciavam a renovação da parceria – em relação à Bola da Copa – por mais 5 Copas, até 2030, e incluindo as Copas do Brasil (2014), Rússia (2018), Catar (2022), e ainda as de 2026 e 2030, a terem as sedes por definir. Há muito, a Bola perdera a condição de coadjuvante e convertera-se no protagonista principal em relação a todos os demais sinais e códigos de comunicação passíveis de “vasarem” em mais de bilhões de telas de TV pelo mundo. A única personagem dos jogos de quem as câmeras não “desgrudam os olhos”, um único segundo que seja. Portanto, uma mega vantagem competitiva da Adidas.

Mas, a Nike jamais se conformou com essa situação e foi à luta. Poucos anos atrás comprou a empresa que se posicionava com “only soccer”, UMBRO, e na abertura da Copa 2014, em nosso país, e mesmo com a desvantagem da bola, exibia o fato de ser a marca de maior presença nos uniformes das seleções. Nike entrou em campo estampada nas seleções do Brasil, EUA, França, Portugal, Holanda, Inglaterra, Coreia Do Sul, Austrália, Croácia e Grécia, portanto, 10 X 8 da Adidas – Alemanha, Argentina, Espanha, México, Colômbia, Rússia, Japão e Nigéria. E, correndo por fora, Puma, também com 8 seleções: Itália, Uruguai, Chile, Suíça, Costa do Marfim, Camarões, Gana e Argélia.

E com total merecimento, e abençoada pelas brisas da sorte e das circunstâncias, na final só deu Adidas, nos uniformes de Alemanha e Argentina, na presença de seu patrocinado e maior atração do evento, Lionel Messi, e, claro, na Brazuca, a bola da Copa. E que ainda merecia um destaque espetacular na cerimônia de abertura de todos os jogos e antes do hino: quando as seleções entravam no gramado, o juiz pegava a bola, e a conduzia ao centro do campo. Em média, entre 2 a 4 bilhões de olhos grudados na Brazuca/Adidas a cada partida.

Daqui para frente, no entanto, a luta pela supremacia no esporte mais popular do mundo se acirra. A Nike já encostou. Lembrando que até a Copa de 1998, a Nike praticamente ignorava o futebol e não tinha vínculo algum com qualquer seleção. E em recente pesquisa, realizada pela Nielsen e divulgada pela Folha, mesmo não colocando nenhum dinheiro no patrocínio da Copa e que pertence a Adidas, hoje já é a segunda marca mais relacionada com o esporte e com o evento, só perdendo para Coca-Cola.

Assim, a Adidas colheu o que plantou. Mais que merecida sua vitória, independente das ajudas da sorte e das circunstâncias. Mas, se projeções valem para alguma coisa, no mínimo são mais que suficiente para lembrar a vencedora da Copa do Mundo 2014 que existe uma Nike mordendo seus calcanhares, e muito próxima de tomar a dianteira. Quem sabe, na Rússia.

*Francisco Alberto Madia de Sousa é advogado, Diretor Presidente e Sócio do MadiaMundoMarketing e Presidente da Academia Brasileira de Marketing (ABRAMARK).

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