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Crônicas do museu, ou, vozes das catacumbas

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De repente, não mais que de repente, plataformas analógicas de comunicação, ainda fortemente dependentes de como era e eram no passado, começam a bradar contra a suposta perda de importância do marketing nas organizações.

Desconhecem, por exemplo, o que uma das catedrais do marketing decretou no ano de 2014, a Procter & Gamble! Decretou o fim do marketing como departamento ou diretoria. E a indução de uma cultura de marketing em toda a empresa, organização, fazer do marketing a razão de ser da Procter! O Ar. A Água. O Sentido. A Direção. Como nos ensinou décadas atrás nosso adorado mestre e mentor Peter Drucker, o Marketing é o negócio único e comum de todas as empresas.

O marketing finalmente alcança, agora, seu estágio máximo, rigorosamente dentro de sua concepção, no ano de 1954, e no livro Prática de Administração de Empresas, do maior dos mestres da Administração Moderna, Peter Drucker.

Em sua manifestação histórica e monumental o mestre orientava a todos que tinham olhos para ver e ouvidos para ouvir, todos os que detinham naquele momento a capacidade de entendimento, e quando muitos ainda acreditavam estarmos vivendo mais uma das supostas e tais revoluções industriais, que, “O marketing é infinitamente maior e mais importante que caixas de ferramentas”. Que departamentos, Ou que diretorias nas empresas. Que o marketing era e continua sendo uma ideologia, a ideologia da empresa moderna. A forma de ver, pensar, planejar e ativar todos os negócios. De fora para dentro, sob a ótica do mercado, suspects, prospects e clients, nessa ordem.

Vivemos, segundo Peter Drucker, a sociedade e a economia do conhecimento. E quanto mais mergulhamos em suas práticas, mais adotamos o Marketing como ideologia.

Isso significa o que? Trazer, adotar e praticar a Empatia de forma permanente e consistente. Em nossas vidas, em nossas empresas, em nossos negócios.

Não dá para simular empatia nos negócios se a empatia não fizer parte de nossas vidas. Não integrar o nosso caráter. E marketing, é, acima e antes de tudo, Empatia. Marketing é Empatia em Estado Puro. Assim, essa choradeira, essa bobagem de uma suposta perda de importância do marketing, é de um primarismo e burrice abissais. É refugiar-se em C10 H8 da pior qualidade. C10 H8, a fórmula molecular de Naftalina.

Plataformas de comunicação que encampam essa tese, empresas e profissionais que tem essa preocupação e perdem tempo discutindo tamanha bobagem, exalam naftalina 24 X 24. Nas matérias vemos ingênuos, despreparados, incompetentes, e tolos defendendo a importância das áreas de marketing e o valor dos CMOs.

Não precisa. Não percam tempo! Todas as demais áreas da empresa correram atrás e agregaram, para sempre, uma visão, pensamento e a ideologia do marketing em tudo o que fazem. Hoje, e antes de olhar para dentro olham para fora. Administração, finanças, tecnologia, produção, logística, e muito especialmente RH, e todas as demais áreas, procuram colocar na cabeça de todas as pessoas que integram suas equipes, incluindo parceiros e fornecedores, uma pergunta essencial antes de tomar qualquer decisão. Antes de fazer o que quer que seja.

O QUE PRETENDO FAZER AGORA AGREGA COMPETITIVIDADE E VALOR AOS MEUS PRODUTOS E SERVIÇOS, E A MINHA MARCA, NO MERCADO?

Se a resposta for sim, acelera! Se a resposta for não, aborta enquanto é tempo. Isso posto, e a todos que continuam insistindo nessa lenga-lenga e exalando naftalina de péssima qualidade, uma espécie de aroma da ignorância, incompetência, vaidade e estupidez, por favor, não esperem nada de minha pessoa que não seja um profundo e solene desprezo. Sem a compreensão, entendimento, visão e adoção da Ideologia do Marketing as chances de sucesso de uma empresa reduzem-se a zero.

Se isso já era essencial nos tempos de economia analógica, agora, na nova economia, na OREX, Organizações Exponenciais, ou, se preferirem, EXOR – Exponencial Organizations, hoje é questão de vida ou morte. Sem a compreensão e domínio do marketing, a escalabilidade torna-se uma impossibilidade absoluta.

Assim, e ao invés de tentarmos defender o que supostamente não mais nos pertence, profissionais e empresários do marketing, e que cá entre nós jamais nos pertenceu, apenas em cabecinhas ocas e parvas isso acontecia, vamos todos oferecer uma contribuição relevante para nossas empresas atuando positiva e decididamente, para a indução completa e irrestrita de uma Cultura de Marketing em todo o capital humano.

A única cultura, a do marketing, repito, a única, capaz de possibilitar uma travessia segura das empresas do velho para o novo mundo. Da velha para a nova economia. Do execrável para o admirável mundo novo.

Em frente!

 

 

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Jorge Paulo Lemann

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Diário de um Consultor de Empresas – 17/09/2020

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