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China é a referencia

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Assim, começo, repetindo, a China é a referência. Salvo novidades no front, repito novamente, a China é a referência. E até onde consigo enxergar, 20, 30 anos para frente, a China é e Permanecerá Sendo a Referência.

Quem apostaria que um país das dimensões territoriais do Brasil, claro aproximadamente, 9,6 milhões de quilômetros quadrados a China e 8,5 milhões, o Brasil. Pouca coisa maior que os Estados Unidos, 9,3 milhões de quilômetros quadrados. E com uma população mais cinco vezes maior que a dos Estados Unidos – 1,4 bi contra 340 milhões; e 6,5 vezes maior que a do Brasil, 210 milhões, supostamente condenada ao flagelo e a miséria, ano após ano vá se tornando a referência global para todos os demais países.

Primeiro a China organizou-se politicamente. Depois construiu um estado forte de verdade. E, na sequência mergulhou na economia de mercado. Uma economia de mercado que cresce e prospera, sob a vigilância de um estado forte, não necessariamente paquidérmico e nem com ambição e gula desmedidas.

Um Estado que faz, e bem porque duro e disciplinador, a regulação dos mercados. Sem a necessidade de ter suas próprias empresas.

E que o faz só quando não existe nenhuma perspectiva a perder de vista, para a iniciativa privada. E assim, o que tinha tudo para ser uma tragédia humana, converteu-se no benchmark, não estou, com este comentário, defendendo que adotemos por aqui qualquer coisa semelhante pelas diferenças significativas das duas situações e, mais ainda, cultura. Mas não tenho a menor dúvida que temos muito a aprender com a China. Principalmente que tudo isso que conseguiu e a prosperidade fantástica que alcança, diante das perspectivas de 50 anos atrás, passou rigorosamente por um mutirão educacional de décadas, e pela indução de uma nova cultura.

Assim, e trabalhando com planos quinquenais, a China que emergiu depois da segunda grande guerra absolutamente arrasada, deu início a um grande processo de transformações econômicas radicais, e começou a, literalmente, escalar, sob a liderança de Deng Xiaoping.

Que eu me lembre, o único país de toda a história salvo acidente de percurso, que provou que é possível adotando a inovação exponencial, a que alavanca tudo simultaneamente e aditivada pela tecnologia, escalar espetacularmente.

No correr das duas últimas décadas foi ultrapassando com o crescimento de seu PIB a Índia, Grã-Bretanha, Alemanha, Japão, e agora está na menor distância que qualquer país jamais esteve em relação aos Estados Unidos nos últimos 50 anos. Apenas lembrando, quando a China definiu e aprovou seu Plano Estratégico de Desenvolvimento, sob o comando e inspiração de Deng Xiaoping, três eram as principais alavancas.

1 – Dobrar o PIB chinês de 1987, no menor número de anos possível, o que garantiria alimentação e vestuário para todos os chineses. Isso foi alcançado poucos anos depois.
2 – Quadruplicar o novo PIB, o de 1980, até 1999. Chegou lá com quatro anos de antecedência, 1995.
3 – E a partir daí elevar o PIB ao nível dos países em desenvolvimento até 2050. Chegou lá em 2015… E por aí vai…

Mas por que, perguntarão vocês, eu decidi comentar sobre a China. Por um comentário que li semanas atrás e que mostra a importância daquele país para todos os demais.

Matéria do jornalista da Folha, Eduardo Sodré, especializado em automobilismo. Onde afirma, num mundo que tem os olhos concentrados na Tesla como a grande referência em carros elétricos, que… “Quem espera que a Tesla seja a salvação do automóvel e do mundo com seus modelos elétricos precisa olhar para o oriente. O futuro da mobilidade sem fumaça está na China…”.

Depois, agora digo eu, de tudo que a China disse que ia fazer, e fez muito antes do prazo, não será surpresa se antes de 2025, como é seu plano, conseguir que 20% dos carros emplacados naquele país sejam elétricos. E para que consiga isso, os preços desses carros terão que cair espetacularmente em todos os próximos anos.

Mas só 20%, pensarão alguns? 20% de 24 milhões, ou seja, 4,8 milhões de automóveis.
Mais de 50% do total da produção e venda de automóveis do Brasil em 2018. E, em conseguindo isso, e vai conseguir, os carros elétricos chineses tomarão conta do mundo…

Eduardo Sodré conclui que se a Tesla quiser prosperar no território em que hoje é a referência mundial e queridinha dos formadores de opinião, terá que pagar pedágio, tomar bênçãos e aprender com a China. Caso contrário Elon Musk, guardada as devidas proporções, pode ser uma espécie do que o engenheiro mecânico eletricista, Augusto Conrado do Amaral Gurgel, dono da Gurgel, foi, e como é retratado hoje na história do automóvel em nosso país.

Um querido e respeitável Dom Quixote.

 

 

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