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Casamentos aos 50. 50 e mais anos…

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Num domingo do ano passado, o Estadão produziu uma grande matéria festejando não apenas o número de casamentos de cinquentões e mais anos, mas como esses casamentos eram pródigos em pompas e circunstâncias. Festas, convidados, recepções. Claro para alegria de organizadores e buffets de festas.

E aí batemos os olhos na base de dados a que recorreu o Estadão e, sem desmerecer muito menos criticar o trabalho da jornalista Paula Felix, um pequeno detalhe que traz uma nova luz ao tema. Os dados coletados pelo Estadão e pela Paula referem-se ao período 2012 a 2017. Em cima da crise conjuntural, do tsunami Dilma e de suas trágicas e devastadoras decorrências.

Mas, vamos aos números. No total, o número de casamentos no período segundo o IBGE saltou de 1.041.440 para 1.984.489. Em termos absolutos, caiu na faixa entre 20 e 24, 25 a 29, e a partir da faixa seguinte, 30 a 34 subiu em todas as faixas. A maior concentração ainda é na faixa dos 25 a 29, não obstante a queda nos cinco anos, e as maiores altas, em termos relativos acontece exatamente nas faixas entre 50 e 54 anos, e 55 e 59 anos. Somadas as duas faixas, o aumento de casamento foi de 37,7% entre os homens, e 29,8% entre as mulheres.

Isso posto, outras duas leituras que fiz do mesmo quadro. Sem a menor dúvida, essa mudança tem muito a ver com a crise econômica que postergou ou adiou casamento nas faixas mais jovens por falta de dinheiro. Imaginem o que será daqui para frente depois da pandemia. E a segunda, é que olhando esses números a uma distância maior, sem a menor dúvida começamos a constatar o impacto da longevidade nos anos onde os casamentos tenderão a se concentrar cada vez mais.

Há 100 anos, quando a expectativa de vida era pouco superior aos 40, os casamentos concentravam-se entre os 16 e 22 anos. E agora, onde a expectativa de vida praticamente dobrou, mais que natural que se acresça, no mínimo, 12 anos para essa concentração. Hoje entre 28 e 34 anos.

Assim, e retornando ao ótimo trabalho de Paula Felix, que foi ouvir muitos cinquentões casamenteiros, e dentre as principais razões dos casamentos temporãos, as seguintes razões e motivos, nas palavras de Paula: “Para 61% das mulheres e 43% dos homens, ter tempo livre para sair e namorar é a principal vantagem de um relacionamento acima dos 50 anos. Outro benefício é não sofrer pressão para casar e ter filhos. E a maior dificuldade para iniciar um novo relacionamento nessa idade é o embalo, é o primeiro impulso, o criar coragem para…”.

Apenas lembrando, há 100 anos, os cinquentões sobreviventes arrumavam as malas para partir. Agora também arrumam as malas. Para a tão aguardada lua de mel… E para muitos, a segunda.

Definitivamente, novos tempos.

 

 

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Diário de um Consultor de Empresas – 20/08/2020

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