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Brennands, Farias, Cardosos… Ou, quando morrer será opcional

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A longevidade, a maior conquista dos últimos 100 anos, segue em sua marcha em direção aos 120 anos… Mais adiante 150, 200, a caminho de uma endless life… E finalmente teremos o endless love, como na canção…

Na madrugada do dia 25 de abril de 2020, um sábado, Ricardo Brennand morreu aos 92 anos de idade. Além de uma obra heroica e monumental no território das artes e que se constitui em importante legado para o Brasil, Ricardo foi um dos primeiros brasileiros a conhecer um tataraneto, ou seja, era um tataravô. A mais importante condecoração e graça que um ser humano pode receber em vida, tataravô! Por enquanto, claro…

Oito filhos, 23 netos, 48 bisnetos, e uma tataraneta. O que era absolutamente impossível até quase o final do século passado agora vai se revelando uma realidade.

No dia 16 de novembro de 2016, aos 102 anos de idade, Fernando Penteado Cardoso foi homenageado pela escola onde se formou 80 anos atrás, a Esalq – a Consagrada Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, tendo feito parte da turma de 1936. Fernando, que criou uma das maiores e mais importantes empresas do território, a Manah, e vem dando uma contribuição inestimável para o fortalecimento e valorização das atividades ligadas à terra em nosso país. E ainda, em outubro do ano passado, Fernando foi uma vez mais homenageado pela Esalq, por ocasião do aniversário de 118 anos da instituição. Naquele momento, Fernando, caminhando e sorrindo, em seus 105 anos…

Meses depois, quem voltou a cena e aos 99 anos foi Aloysio de Andrade Faria, uma das lendas empresariais de nosso país dos últimos 100 anos. Não conseguia parar. Porém, no mês de setembro, partiu. Apenas isso, ou, tão simples quanto… Mas, e antes de partir concedeu uma derradeira entrevista a Monica Scaramuzzo do Estadão.

Quem melhor descreve Aloysio é outro longevo, Delfim Neto,

“Aloysio é um dos mais sofisticados operadores financeiros do Brasil. É um banqueiro invisível que sempre fez questão de ficar longe de Brasília e das rodas do governo… Jamais alguém pegou Aloysio fumando charuto cubano ou bebendo Romanée-Conti. Sempre foi um banqueiro submerso…”.

Aloysio talvez tenha sido um dos mais profícuos e efervescentes empresários de nosso país. Além do Banco Alfa ainda tinha em seu portfólio de empresas e realizações os Hotéis Transamérica, Emissoras de Rádio, Águas da Prata, C&C, Agropalma, La Basque.

Um dia perguntaram a Aloysio porque ele fez uma fábrica de sorvetes finos, a La Basque… Sorrindo, respondeu:

“Porque eu gosto de sorvete”.

E nada mais disse e nem lhe foi perguntado. Filosofia de trabalho presente em sucessivas placas em suas empresas,

“Ordem sem progresso é inútil”.
“Progresso sem ordem é falso”.

Brennands,
Farias,
Cardosos…

Não temos mais a menor dúvida. Em 50, ou, no máximo, 100 anos, morrer será opcional.

 

 

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